sexta-feira, 25 de junho de 2010
quarta-feira, 16 de junho de 2010
ANIVERSÁRIO, UMA BREVE HISTÓRIA
Alguns dos títulos de grande sucesso nas livrarias, na atualidade, são “Breves histórias de ...”, em que são abreviados e sumarizados acontecimentos marcantes ao longo de algum período histórico. Com maior sucesso, na vida de cada pai, avô, bisavô, está a “grande história” de um filho, neto, bisneto. História singular, ainda que igualzinha do ponto de vista de quem vê de fora, comum, mas não repetitiva: começa com o primeiro e marcante choro – no que é acompanhado pelos mais velhos emocionados - seguido de muitos outros, alternados com sorrisos cativantes, matreiros! E assim, sucedem-se as comemorações dos aniversários, e com elas, as festas e os presentes, pálidas lembranças do presente maior de uma vida que se desenvolve. Nesta comemoração da vida, as razões perdem espaço para a admiração, sem palavras, só alegria! Remanesce a gratidão a Deus , e a renovação do pedido de proteção pelo novo ano de vida. E, novamente nosso choro, doravante solitário, expressão de inaudita alegria, de mais um vô e pai amoroso, nos aniversários, hoje de uma neta, e amanhã de uma filha, bênçãos de Deus! e para sempre muito amadas. Curitiba, em 16 de junho de 2010.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
RELACIONAMENTOS INTERPESSOAIS: ALEGRIAS, CONFLITOS E MÁGOAS
Fortalecer os relacionamentos é positivamente, aumentar uma fonte de alegrias incomparáveis, de satisfação de necessidades fundamentais, como ser querido, bem cuidado e atendido; e, enseja a sociabilidade, que é a propensão para viver junto com os outros, e comunicar-se com eles, torná-los participantes das nossas próprias experiências e desejos, conviver enfim com eles as mesmas visões. Temos mesmo fome por relacionamentos: “é como se nós tivéssemos sido feitos para encontrar nosso propósito e significado não simplesmente em nossas vidas interiores, mas no outro, e nos significados e propósitos compartilhados”.
Mas, juntamente com a alegria, num relacionamento é comum ocorrerem conflitos. Gosto de uma alegoria que compara o conflito com o atrito que existe entre as engrenagens de um motor; há uma solução bem simples para removê-lo: basta que o motor seja desmontado e que cada peça seja guardada separadamente. O conflito estará resolvido, mas o motor já não existirá, nem as suas inúmeras utilidades. Não haverá choques, nem desgastes. Também não haverá movimento nem produção de energia. Temos então uma solução inútil. Assim como um motor não vai funcionar sem atritos das engrenagens, também os conflitos interpessoais não podem ser inteiramente eliminados dos relacionamentos”. O que podemos fazer para reduzir esse atrito é minimizar seus efeitos negativos; como? lubrificando o motor (vide exemplos de lubrificantes ao final). Para um cristão, na Biblia, o óleo é um símbolo do Espírito Santo, e precisamos dessa unção em nossos relacionamentos.
Um produto de um conflito não resolvido, são as mágoas. Fred Luskin, em seu livro, “O poder do perdão”, emprega a metáfora do painel de controle de tráfego aéreo :”Imagine uma tela de radar abarrotada à frente de um controlador de vôo estressado. Visualize o caos e a confusão de aviões na tela. Agora imagine que suas mágoas não resolvidas são os aviões visualizados na tela, voando em círculos há dias e semanas sem fim. A maioria dos outros aviões já pousaram, mas suas mágoas não-resolvidas continuam a ocupar um precioso espaço aéreo, exaurindo os recursos necessários em caso de emergência. A presença dos aviões na tela o obriga a trabalhar com mais intensidade e aumenta as chances de acidente. Os aviões da mágoa se tornam uma fonte de estresse e o resultado é, muitas vezes, um apagão. Como é que os aviões chegaram lá? você assumiu algo em termos muito pessoais; você continuou a culpar a pessoa que o fez sofrer pelo fato de se sentir mal; você criou uma história sobre a mágoa. As mágoas são os aviões que não pousarão. Eles enchem por inteiro sua tela, ocupam sua mente e, em especial, dificultam que você aprecie as coisas da sua vida que são maravilhosas. A perda da beleza em nossas vidas é o dano imprevisto que a mágoa pode acarretar.” Os psicólogos nos ensinam ainda que um conflito mal resolvido poderá deixar marcas indeléveis, que podem se transformar até em enfermidades. Devemos então considerar o conflito como uma coisa natural num relacionamento, pois somos seres dinâmicos, com motivações diferenciadas, vivenciando emoções mutáveis a cada situação, e trazemos no inconsciente experiências muito pessoais para serem uniformizadas. Se não podem ser evitados, os conflitos podem, entretanto, serem administrados.
Retomando a alegoria do atrito em uma engrenagem, alguns lubrificantes disponíveis são as expressões de sabedoria seguintes:
. nós não podemos controlar e mudar outras pessoas; no entanto, podemos modificar a nossa forma de agir em uma situação de conflito;
. em todo conflito cada envolvido tem uma parte de verdade: há uma parte no conflito que eu experimentei que é verdadeira para mim, mas também o outro tem sua perspectiva de como ele experimentou o conflito e ela também é verdadeira para ele, afinal, cada pessoa é um universo particular, e carrega em si um mundo de vivências pessoais intransferíveis.
· nossa disposição para escutar, atenciosamente, a outra parte, reduz substancialmente, quando não previne o atrito;
· nossas discussões podem ser pautadas pelo respeito. Palavras mansas e sadias podem desarmar o ânimo agressivo da outra parte. Podemos expor nossas opiniões, por mais divergentes que sejam, sem usar de agressividade.
quarta-feira, 26 de maio de 2010
CAMINHANDO E ESCUTANDO
"Caminhando e cantando, e seguindo a canção,
somos todos iguais, braços dados ou não ...” Esta é uma das canções, que gosto
de escutar no mp3, enquanto caminho diariamente no Parque Barigüi.
Parafraseando o poeta, agora estou também “caminhando e escutando, e
seguindo em oração”. É que gravei no mp3 e passei a escutar também a BIBLIA
falada.
Tenho que confessar que ainda tenho certa
dificuldade em concentrar-me na leitura da Palavra, com a mesma intensidade da
leitura de um bom livro, obviamente por limitação pessoal. Por que não corrigir
este defeito, ponderando que “A Fé vem pelo OUVIR”?.
Verifico então que existem até versões com trilha
sonora e efeitos especiais, que certamente dão um sabor especial à Palavra, que
deve antes ser viva, em contraposição à “letra que mata”. Talvez esta forma de
ouvir a Biblia, corrija a deformação de uma leitura incipiente, apressada,
rotineira, e sem imaginação, contaminada pelos preconceitos de inumeráveis
exposições sem a graça que só o Espírito pode conferir. Quem sabe?
Oro para que o Espírito me inspire neste propósito,
dando-me a mesma alegria que vejo, e, até invejo, em alguns cristãos.sábado, 1 de maio de 2010
APRENDENDO A VIVER EM MAIOR PROFUNDIDADE
Somos movidos primariamente para atender nossas necessidades, desde as mais básicas de alimentação, saúde, habitação, às culturais de lazer e educação, até àquelas que se enquadram na categoria de aquisição de bens supérfluos. A vida, assim, pode ser resumida num aglomerado de necessidades. Agimos para atender as necessidades que condicionam nossa existência. As necessidades da vida determinam os objetivos que o homem escolhe pelo planejamento e ação. Especificamente denota a ausência ou carência de algo indispensável ao bem-estar de uma pessoa, evocando o desejo urgente de satisfação. Necessidades podem mesmo se tornar nossos deuses.
Satisfeitas estas necessidades, reais ou artificialmente infladas e apropriadas, vivemos então “divididos entre pensamentos, desejos, negócios, paixões, distrações, deveres,afeições”. Nas palavras de Josep Catalón (Guia da Vida Interior) “Não somos um. Estamos divididos. Nosso interior é como um rio em que coexistem correntes, redemoinhos e remansos, independentes entre si e, ao mesmo tempo, interrelacionados. O Eu não é um ser unitário, mas um ser integrado por uma multiplicidade de tendências. Convivem em nós diversas motivações, intenções e propósitos que correspondem a raízes genéticas, à educação, a modelos internalizados, à pressão social. Sobrevivemos no equilíbrio instável de inclinações contraditórias. Um ser disperso que luta por interesses conflitantes.”
Numa escala mais consistente de prioridades, alguns vivem correndo atrás de uma meta, como por exemplo alcançar um determinado patamar de riqueza, de status e poder no seio da sociedade, e, no extremo oposto aqueles que elegem uma meta altruísta, de ajuda ao próximo, tendo como paradigmas os santos. Finalmente, o reconhecimento dos limites das realizações e a consciência da morte combinam para levantar questões sobre o significado e o propósito do tempo que ainda nos resta. Neste sentido listamos abaixo três insights preciosos, que estamos tentando por em prática, pelo menos por alguns minutos diários:BUSCANDO UM TEMPO DE SER. “Chamamos tempo de ser a um espaço de tempo dedicado a dar-me conta de que sou, de que existo, de que vivo aqui e agora, em meios às circunstâncias concretas. Trata-se pois de um despertar a mim mesmo, e procura ser consciente do que estou vivendo neste momento presente. Estou disperso, distraído, em outra coisa e em outro momento do aqui e agora. Não estou onde estou. Por isso tenho de aprender a estar onde estou com todo meu ser. Todo o sentido de nossa vida parece que o recebemos da quantidade trabalho que realizamos. Não encontramos tempo para viver, e isto é o que se busca com o tempo de ser: viver mais plenamente. Não se trata de ser como oposto a fazer, a trabalhar, a pensar, a conviver, a comprometer-me e se trata de estar onde estou, de estar presente em cada momento, em cada situação todo eu, com todo meu corpo, com todos meus sentidos, com toda minha mente, com todo meu coração, com todo meu ser. E estar totalmente atento e consciente da situação real que tenho diante, que tenho neste momento”. (“Vida y Contemplación”, de Manuel Marquez)
DANDO ATENÇÃO À VOZ INTERIOR DA ALMA. Poderemos ouvir a voz de nossa alma se moderarmos as atividades e prestarmos atenção nela. Para alguns de nós isso pode se dar por meio de um diário, caminhadas, expressões artísticas, e ambientes silenciosos. Sabemos que encontramos a forma particular que se adapta a nós quando tudo para, exceto a alma. Ficar atentos a nossa vida interior é uma habilidade que pode ser aprendida: o que eu me encontro pensando e como estou me sentindo hoje? Reservar um tempo e adquirir o hábito de prestar atenção ao que estamos pensando e sentindo”. ( “A alma e o self”, de Paul Fehrenbach)
PRATICANDO A PRESENÇA DE DEUS
“Reconheço que Deus está sempre intimamente presente em mim e lhe dedico todos os momentos ;
Tudo que faço, procuro fazê-lo muito bem feito, como para Deus mesmo;
Se tiver alguma dúvida peço Sua assistência para saber qual a Sua vontade;
Ofereço todas as coisas a Ele antes mesmo de realizá-las e agradeço quando tiver terminado;
Nas coisas que sinto que Ele está solicitando de mim, busco ter um desempenho perfeito;
Realizo os trabalhos mais banais sem visar o reconhecimento interesseiro dos homens, e, quanto mais longe eu sou capaz de chegar, eu o faço, puramente por amor a Ele;
Busco me acostumar a manter uma conversação contínua com Ele. Em minha conversação com Deus devo mostrar que tudo o que faço é com a intenção de louvá-lo, amá-lo incessantemente, por Sua infinita bondade e perfeição;
Minhas orações não representam momentos isolados de comunhão com Deus, mas são o reconhecimento da presença de Deus;
Renuncio sinceramente todas as coisas sobre as quais tenho consciência de que não estão sendo conduzidas por Deus.” (Irmão Lawrence, que aos 55 anos tornou-se um irmão leigo na comunidade dos Carmelitas, em meio às panelas da cozinha de um Hospital, de onde até líderes da Igreja o procuravam para pedir conselho e ajuda)
quinta-feira, 15 de abril de 2010
A OUTRA FACE - DESAGRADÁVEL - DA VIDA
“A humanidade não merece a vida” . Com esta manchete, a Folha de São Paulo, em 20.11.08, publicou uma entrevista com o prêmio Nobel José Saramago, com o seguinte registro: “O desastre da humanidade – A história da humanidade é um desastre contínuo. Nunca houve nada que se parecesse com um momento de paz. Se ainda fosse só a guerra, em que as pessoas se enfrentam ou são obrigadas a se enfrentar... mas não é só isso. Esta raiva que no fundo há em mim, uma espécie de raiva às vezes incontida, é porque nós não merecemos a vida. Não a merecemos. Não se percebeu ainda que o instinto serve melhor aos animais do que a razão serve ao homem. O animal, para se alimentar, tem que matar o outro animal. Mas nós não, nós matamos por prazer, por gosto. Se fizermos um cálculo de quantos delinqüentes vivem no mundo, deve ser um número fabuloso. Vivemos na violência. Não usamos a razão para defender a vida. Usamos a razão para destruí-la de todas as maneiras – no plano privado e no plano público.” No momento em que líamos, achamos muito pessimista, mas logo a mídia alardeava situações de violência urbana, ou contra a Natureza, provocadas pelo homem, no País e no Mundo, que aparentemente lhe davam razão. Vendo tanta coisa ruim em volta, quando coisas más acontecem a pessoas boas, enquanto ímpios prosperam, ficamos intimamente revoltados, e pela impotência, muitas vezes perplexos.
Também o filosofo Schopenhauer ponderava que “O mundo e a vida são injustos e dolorosos. O prazer é somente um placebo momentâneo . Dor, desejos insatisfeitos, aborrecimentos, lutas intermináveis, morte. O mundo e nossa vida nele é isto e nada mais.” Aqui também reagimos contestando, para já na primeira irritação voltar atrás.
Mas, verdadeiramente, há momentos na vida em que o aborrecimento e a insatisfação quase(?) nos dominam. São as situações adversas, ruídos na comunicação com pessoas próximas, nossas próprias limitações (crescentes na terceira idade), ensejando que assimilemos bombardeios diários à nossa auto-estima, que acabam nos deprimindo. Esta face, ora mais, ora menos, desagradável, também faz parte da nossa personalidade, e não raro a projetamos no próximo; e por aí vai.
Como cristãos nossa tendência é relegar tais momentos, considerando-os como ilegítimos. Certamente que seria impensável vivermos eternamente nesta gangorra. Tampouco encontraremos respostas prontas que, de antemão, pacifiquem nossa mente, que solucionem de vez estes problemas, pois estão além de nossos esforços de racionalização. Aqui entra a fé que proclama que o homem não é um fim em si mesmo! Que existe Alguém no controle, e que a Paz é o nosso destino final.
segunda-feira, 5 de abril de 2010
CONTABILIZANDO NOSSO TEMPO
“ Memento homo qui a pulvis es et in pulverem reverteris"
Passamos, diariamente, ao largo deste solene aviso sobre a gravidade e transitoriedade da vida. Além disto, temos o hábito de contabilizar os anos de vida, seja em biografias, seja nos registros da mídia, de cada notável, comparando com o que cada um fez de especial com o seu tempo.
Também, por ocasião da aposentadoria, ante as desvantagens normais, e dentre estas, a de redução das receitas, ponderávamos que o recurso mais escasso doravante, era mesmo o tempo de vida remanescente, e, para ser mais preciso, o tempo de vida útil, de uso pleno da razão; com isto minimizávamos a tentação de permanecer na rotina do mesmo trabalho (o que é diferente de permanecer em atividade) até o fim.
E, com o passar do tempo, e os prazos de validade dos sonhos vencendo, não se enquadrando também entre os notáveis, nossa biografia escassa, poderia terminar com um “nada consta”. Não obstante, compartilhamos o pensamento de que “nossas experiências mais pessoais carregam uma verdade emocional de algum modo capaz de comunicar-se universalmente. Nossas experiências íntimas pertencem a todos os outros. Nossos segredos muitas vezes são os mesmos. Nossos sentimentos privados são, estranhamente, bastante comuns”(James C. Schaap).
Sentimo-nos assim encorajados a perseverar em ampliar nossa comunicação. Porém comunicar o que? Invariavelmente estes pensamentos nos conduzem à pergunta pelo sentido da vida, tema bem desenvolvido por Viktor Frankl, criador da Logoterapia, para quem “ o homem não só deve saber de que vive: ele deve também saber para que vive. O homem não necessita somente dos meios de vida, mas também de um fim. Em vez de “que faço eu para viver?”, impõe-se a questão “vivo eu: para fazer o que?”.
Dentre as muitas respostas possíveis, recorremos aqui, por oportuno, à teoria - de autoajuda - da “semente de carvalho” ( “O Código do Ser”, de Hilmann) que a seu modo, propõe que "cada vida é formada por uma vocação que é a sua essência, que a leva para um determinado destino. Assim como o destino de um imenso carvalho já está escrito em sua pequena semente, do mesmo modo o ser humano traz em si as marcas do que há de desenvolver. Um sentido de vocação pessoal, de que existe uma razão para eu estar vivo. A teoria do fruto do carvalho sustenta que cada pessoa tem uma singularidade que pede para ser vivida e que já está presente antes de poder ser vivida”.
Nestes termos continuamos motivados, e com muitos planos. A verificar...
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