sexta-feira, 1 de abril de 2011

AMIGOS PARA SEMPRE



Toda vez que revejo fotos de tantos amigos, conquistados em muitos anos de vida, me emociono! Alguns, ainda tenho o privilégio de poder abraçar, de vez em quando; muitos agora se encontram longe, até do outro lado do mundo; outros já partiram...; todos deixando uma saudade infinita, e um marca indelével em nossa vida. Quanta saudade! ... há se pudesse voltar no tempo! só para poder apreciar suas presenças, e agradecer a Deus por existirem de verdade!
Em nossos, agora distantes, anos de convivência, foram aparentemente momentos comuns, quase desapercebidos, e que hoje, trago na lembrança para constatar que, na realidade formam, um patrimônio incalculável. Cada lembrança uma jóia de inestimável valor, que o tempo longe de apagar, acentua a cada ano que passa.
Hoje, teria tantas coisas para compartilhar com cada um, e que no fundo se resume em poucas palavras: obrigado por existirem, eu também amo você! Demorou para cair a ficha, de que cada relacionamento, principalmente aqueles de amizade, são muito mais do que circunstâncias, são os próprios elos da corrente da vida.
Guardo com muito apreço, um quadro singelo, mas muito significativo, que logo mandei emoldurar, com o nome de todo o quadro de pessoal, numa justa homenagem da Eletrobrás. E, na imaginação, amplio o quadro, para incluir cada um, com tudo que representa para mim, e poder contemplar agradecido, pelo que, no seu conjunto, juntamente com a família, é na realidade o quadro da nossa vida, e nosso legado principal.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O ENCANTO DA SÉTIMA ARTE


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Um dos meus hobbies recentes é selecionar bons filmes de Locadoras; dentre estes, mais recentemente, “O carteiro e o poeta”, “Cria Cuervos”, “Asas do desejo”, “Tempo redescoberto”(Proust), “Ponto de mutação” (papo cabeça do livro homônimo). Esta noite deleitei-me com “Morangos Silvestres”, de Ingmar Bergman. Filme antigo, em preto e branco, sem a parafernália dos efeitos especiais, e muito menos a violência explícita de socos e pontapés da atualidade. São de um outro tempo, quando os espectadores, pelo menos os aficcionados, curtiam outros valores.

No caso, o filme é uma inspirada reflexão sobre a velhice, quando finalmente podemos contemplar e curtir as próprias memórias, e delas extrair belas lições de vida, impossíveis de serem aprendidas nos cursos e livros, porque muito particulares; e, ao mesmo tempo muito universais e permanentes.
Considerado um dos mais belos filmes sobre a velhice, seu enredo mostra um professor de medicina relembrando os principais momentos de sua vida, ao ensejo em que teme a morte que se aproxima, a caminho da Universidade onde receberá um premio pelos 50 anos de carreira.
Chamou-me particular atenção, além do enredo inspirado e da bela performance dos atores, o fato de que o personagem principal, em suas reminiscências, tinha um comportamento extremamente racional e aparentemente sensato, mas que ao final, se revela, egoísta, e auto-centrado, ainda que não necessariamente mal, no sentido de agredir o direito dos outros. Muito pelo contrário, trata-se de um personagem, extremamente auto-contido, abrindo mão, inclusive, de impulsos genuínos de amor próprio, como ao perder seu amor de infância, para seu irmão. Enfim, os que se fazem de bonzinhos, nem sempre são os mais carismáticos. E, a lição de vida principal, que guardei, emoldurada pela circunstância da terceira idade, é exatamente a grande oportunidade, que podemos comumente desperdiçar, ao vivermos limitados pelos nossos preconceitos, descartando belas oportunidades de convivência, com maior atenção para os outros, de certa forma, abrindo mão do autocontrole, mesmo em detrimento da aparente segurança, que na realidade pode se converter na prisão da racionalidade do amor próprio.
P.S. “saber que pelo menos uma vida respirou com mais facilidade porque tu viveste; isto é ter tido êxito” (Walt Whitman)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

NOSSO MAIOR INIMIGO! VENCIDO!


Em minha Biblioteca, têm destaque as obras de ficção, abordando de forma criativa assuntos sérios, e dentre estes, “O Grande abismo”, de C.S. Lewis, “Na terra como no céu, uma visão da outra vida”, de Scott Peck, e, acabo de ler, “Intermitências da Morte”, de José Saramago. Neste último a morte, personalizada, dá uma trégua por um tempo, em um País imaginário, quando então é abordado com uma fina ironia, os “problemas” decorrentes, para os familiares atingidos, e para a sociedade em geral.
Destaco também títulos que fizeram sucesso como “Sobre a Morte e o Morrer”, “A Roda da vida”, e “Os Segredos da vida”, com abordagens psicanalíticas de autoria de Elizabeth Kubler Ross, “Dançando com a morte”, de Bert Keizer, “A negação da morte”, de Ernest Becker, etc.
É um assunto que em geral cala, quando não, afasta as pessoas, basicamente, por medo... de suas implicações graves, pessoais, e intransferíveis, não obstante ser uma das poucas certezas que temos, em meio a tanta relatividade.
Mas, basta conviver com um Pastor ou um Padre, para saber que é uma questão cotidiana, com o qual têm que lidar. Não sendo nem um, nem outro, mas considerando o status de idoso, não posso deixar de lembrar de suas evidências, na forma de quantos conhecidos, já não podemos rever, definitivamente. E, a compreensão, de que esta é uma barreira inevitável, assim como a “pedra” que o poeta vislumbrou no meio de seu caminho. Só que esta é intransponível!
Para um cristão, fica a esperança de um desdobramento, de uma nova vida, mais verdadeira, da qual, a atual, é apenas um estágio por assim dizer probatório. E, nesse ínterim, vamos nos confortando, com belos testemunhos de vidas bem vividas. E, mesmo, daquelas quase não vividas, ceifadas em seus primeiros momentos, das quais, na impossibilidade, dão melhor testemunho, os genitores, como aquele avô, que ao chorar a morte prematura de seu neto, pela fé, proclama, que o mesmo, doravante, “conhecerá as maravilhas de Deus, sendo a maior delas o próprio Deus, a quem aprenderá a chamar de Pai. Aprenderá a história de Jesus ouvindo-a do próprio Jesus. Brincará nos jardins celestiais e explorará cada canto e recanto do paraíso, habilitando-se como cicerone do céu para aguardar a sua chegada”.
A conclusão e a lição que remanesce, é a singularidade, e gravidade da vida, da qual o maior inimigo, certamente, é a morte, e, a boa notícia – Evangelho – é de que esta já foi vencida, na bela História da Ressurreição de Jesus Cristo, vitória esta que agora também nos pertence, é nossa herança.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

VIDA DE LEITOR COMPULSIVO


Confesso que sou viciado em leitura, desde bem jovem; como alguns, talvez como mecanismo de compensação, resultado de uma timidez excessiva; tudo bem, nesta altura, o que interessa são os resultados positivos, em detrimento dos negativos. Na condição de adicto de leituras, das quais basicamente me alimento, e, eventualmente, sou acometido de mal-humor, quando aumenta a falta de um bom livro para ler, lembro mesmo dos tempos idos de internato, quando usava a pouca mesada familiar, para comprar caixas de livros, daqueles que se desfaziam dos mesmos.
Neste ínterim guardo na memória como destaques:
O primeiro título mais desafiador que me impactou foi “O MEIO DIVINO”, de Teilhard de Chardin, com sua ênfase na valorização de todas nossas atividades e passividades (aquilo que sofremos).
Seguiu-se a obra de Herman Hesse com destaque para “SIDARTA”, “O LOBO DAS ESTEPES”, “O JOGO DAS CONTAS DE VIDRO”. Albert Camus (“A PESTE”, “A QUEDA”, “O ESTRANGEIRO”) com os conceitos vivenciais do Existencialismo. De Kafka (“CASTELO”, “METAMORFOSE”), o estranhamento da vida.
Dando um salto de muitos anos, encontro-me lendo tudo que diz respeito a Sócrates para quem “Uma vida que não é continuamente examinada é indigna de ser vivida”; e Só sei que nada sei”.
Entre os filósofos/teólogos, destaco Kierkegaard (“TEMOR E TREMOR”) que ilustra, com o caso de Abraão e Isaque, a complexa vivência da fé; C.S. Lewis (“CRISTIANISMO SIMPLES”) e a singularidade da dimensão moral do homem; Dietrich Bonhoeffer (“VIDA EM COMUNHÃO”, “DISCIPULADO”) e a responsabilidade social; a denúncia da “graça barata”; a vivência em coletividade, com acento no primeiro serviço de escutar, atentamente, uns aos outros.
Com viés psicológico, deslumbrei-me com Viktor Frankl (LOGOTERAPIA) enfatizando a sede humana de sentido da vida. O ser humano é essencialmente (ou pelo menos originariamente se move) motivado por uma vontade de sentido. De Jung guardei seu modelo de mapa da alma, tendo como destaque a idéia de inconsciente coletivo.
Do pensamento místico, ressalto os insights e as visões de Santa Tereza de Ávila (MORADAS); do rabino Joshua Heschel (“O HOMEM A PROCURA DE DEUS”, “DEUS A PROCURA DO HOMEM”, “THE PROPHETS”) sua abordagem da dimensão mística do homem, do senso da admiração, do sentido do inefável, da percepção do sublime, do significado da reverência e do sentido do mistério.
Correntemente estou imerso em conhecer tudo que se relaciona com o filosofo,cientista e inventor, Blaise Pascal (1623- 1662). “Em Física, estudou a mecânica dos fluidos, e esclareceu os conceitos de pressão e vácuo; realizou experiências sobre sons ; esclareceu os princípios barométricos da prensa hidráulica e da transmissibilidade de pressões. Na matemática Pascal contribuiu decisivamente para os ramos da Geometria Projetiva, Probabilidades, e Calculo Infinitesimal. Criou em 1642 a primeira calculadora mecânica que se conhece”. Estas credenciais de cientista renomado, acentuam e valorizam, sua vivência cristã. De sua obra “Os pensamentos” (cerca de 1.000 apontamentos em que faz a defesa do cristianismo) destacamos: “ O ser humano é marcado pela “contrariedade”, é um ser em perpétua contradição consigo mesmo; sua principal contradição é ser grande e miserável ao mesmo tempo. Nós conhecemos a verdade não somente pela razão, mas também pelo coração; O coração tem suas razões, que a própria razão desconhece". Pascal teve uma experiência marcante de conversão gravada como Memorial, que costurou em seu casaco, até o dia da sua morte. Considerado na linha de pensamento de Santo Agostinho (“CONFISSÕES”), sua obra influenciou Wesley fundador da Igreja Metodista.Tinha uma saúde frágil, e adoeceu gravemente em 1659 – ocasião em que redigiu uma vívida oração pedindo a Deus que use a enfermidade em sua vida de maneira apropriada - morrendo com apenas 39 anos. Tornou-se célebre seu argumento da aposta: depois de ponderar “que a impossibilidade de conhecermos a natureza de Deus, não implica a conclusão da sua inexistência, pondera ser igual o número de probabilidades a favor e contra a hipótese da existência de Deus. Fica assim aberta, para o homem, a mais importante das apostas; e assim como todo o jogador arrisca o certo para ganhar o incerto, também o homem arriscará um infinito certo para ganhar incertamente o infinito, sem pecar contra a razão. Quer dizer: agora é a própria razão, atida às regras lógicas do cálculo de probabilidades, que obriga a apostar na existência de Deus”.
Concluo com uma menção especial para releituras permanentes da BIBLIA, que é a minha meta e meu sonho ainda por realizar, plenamente, com o sabor de Palavra Viva de Deus, sob a iluminação do Espirito Santo, que também nos é dirigida ainda hoje.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

O RIO DE JANEIRO CONTINUA LINDO!



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Um lugar comum, para todos que se deleitam com suas belezas naturais, convidativo para caminhadas diárias pela orla de Ipanema e Copacabana, pelo Jardim Botânico, pista Claudio Coutinho, travessia das barcas Rio-Niterói,etc. Mas também, a cada oportunidade em que o desfruto, mais me dou conta, pela abundância de suas expressões artísticas. Contextualizando, nestes últimos dez dias em que voltei ao Rio, a passeio, imergi, por assim dizer, nas ofertas de atividades culturais; quase um espetáculo a cada dia... de “DON QUIXOTE”, no Teatro Municipal, já de per si, um ambiente encantador, e os cenários exuberantes, para uma apresentação soberba, de um corpo de baile iluminado; um show da sambista MARIANA BALTAR, que tenho a honra de conhecer; e, outro da musa LEILA PINHEIRO, emocionante!; um espetáculo de base circense, DNA; mais duas peças de Teatro; quer mais? Cinemas mais exclusivos em Botafogo, complementado com aluguel de fitas, seletivas para os amantes da sétima arte, no Estação Botafogo. Volto reabastecido, e ponderando em todas estas expressões artísticas, o destaque da linguagem do artista, que cativa, em sua capacidade de emocionar, uma verdadeira linguagem do coração. Quão diferente da linguagem vulgar, repetitiva, massificada! Para não falar da linguagem manipuladora da publicidade, e de celebridades e políticos demagogos. A linguagem pela qual o artista se apresenta é mesmo mágica, e, filosofo, que faz falta, pela sua exiguidade, no dia a dia. O artista, até por vocação, se doa a cada espetáculo, e nós retribuímos, através dos aplausos, para afirmar que esta é a linguagem que gostamos, corroborando que, afinal, a vida é (ou deveria ser) isso aí, bela como a emoção que o artista nos passa.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

"IN MEMORIA"



Um dos sinais graves da terceira idade, é constatar que, significativa parte daqueles com quem já convivemos, “já passaram à eternidade”. Destes, guardamos porém, uma particular, profunda, reverente, e multiforme saudade. São lembranças que mantêm o passado vivo, presente, pois fizeram parte da nossa vida, e deixaram marcas indeléveis, a começar pelos nossos Pais, e incluindo parentes e amigos, colegas, e os quase-anônimos, que, não obstante, nos impactaram positivamente. Lembrar cada um, é um privilégio imenso, e um presente bem guardado no nosso banco de dados pessoal, nosso subconsciente. Vez por outra trazemos à memória, uma fisionomia, uma situação, uma palavra, uma expressão, sempre acompanhado da nostalgia de tempos que não voltam mais. Verificamos assim, que, à medida que o tempo passa, mais são “os que já não estão entre nós”, e com isso cresce a saudade e o anseio de relembrar, junto com nosso preito de gratidão, e de homenagear , na intimidade do nosso ser, a dádiva de suas vidas. Recordações que nos fazem mais humildes perante a vida, e desejosos de nova oportunidade de convivência, o que, por enquanto, só a fé pode respaldar.
No meio destas reminiscências, registramos que, da nossa turma da Faculdade, apesar de que foram apenas cinco anos de convivência diária, sua marca indelével, se propaga até hoje, e com pesar vejo a cada ano a inclusão de mais sinais de ausências, na relação que circula daquela turma tão especial; do trabalho foram muitos companheiros leais e partícipes da nossa produção, dita econômica; da família, incluem-se em maior número aqueles que chegaram ao fim de uma vida longeva, e a quem recorríamos, com alegria, por “saberem de tudo”, na condição de avós e tios, todos mui queridos; da Igreja, novos e idosos, irmãos que deixaram exemplos de vidas virtuosas e piedosas; da infância e da vizinhança são recordações despretenciosas, e até bobas, mas nem por isso menos relevantes, porque únicas. “ Cada uma dessas relações, cada uma dessas amizades, é mais do que um caso inesquecível, um tesouro inestimável, pois todos nos moldaram, fizeram-nos, formaram-nos de um modo particular, marcaram-nos para sempre e por isso fazem parte da nossa eternidade”. A todos, e a cada um em particular, somos devedores, de uma dívida impagável, pela montanha de benefícios que nos proporcionaram, e hoje, suas recordações formam grande parte de nosso patrimônio maior. Muito obrigado é muito pouco, mas simboliza a falta de palavras que traduzam sua importância como estrelas que continuam brilhando em nosso jornadear de vida.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

NOSSAS OCUPAÇÕES E PREOCUPAÇÕES



“ Demasiados afazeres, demasiadas responsabilidades, demasiadas oportunidades, demasiados detalhes importantes para cuidar”, caracterizam grande parte da ocupação da maioria das pessoas na atualidade.
Até passamos a nos identificar por nossas ocupações, assim, por exemplo, nos apresentamos como engenheiros,... trabalhando na.... Ainda mais, síndrome da urgência, em nossas ocupações na atualidade, estamos sempre correndo, sempre com muita pressa.
Também o “medo de ficar sozinhos nos impulsiona para o barulho e para as multidões”, com a atenção fortemente dirigida pelos meios de comunicação. Estes ainda são uma forma para mantermo-nos sempre com a mente ocupada, no dia a dia.
Não somente ocupados, mas também estamos constantemente preocupados, compulsivamente, sobre o que pode nos acontecer no futuro, especulando com uma infinidade de cenários imaginados. Esses pensamentos e essas imagens, numa procissão infinita, são ladrões do tempo, pois roubam a nossa atenção, e por conseguinte nosso tempo.
Apesar de estarmos muito ocupados e preocupados, quase nunca nos sentimos, satisfeitos, realizados, e em Paz. Um sentimento de insatisfação permanece sob a superfície das nossas vidas ocupadas, e dentre estes, o enfado,o ressentimento e, não raro, a depressão.
O que nos faz falta? Certamente, de alguma ocupação que nos traga a sensação de realização, de um tempo bem aproveitado, tempo significativo - em oposição à mesmice, ao tempo desperdiçado - quando sentimos conscientemente que estamos vivenciando algo de valor permanente, que nos satisfaz, e nos preenche (de significado), e nos realiza; tem a ver com algum sentido da vida, conforme acentuado por Viktor Frankl, criador da Logoterapia, que é exatamente uma terapia centrada em encontrar sentido para o que fazemos; assim como, criar um filho, plantar uma árvore e escrever um livro, segundo o dito popular.
Jesus critica esta condição, de estarmos cheios, porém não realizados, muito atarefados porém desligados, em todo lugar, porém nunca em casa, e chama-nos a atenção: “não vos preocupeis... buscai, pois em primeiro lugar, o Reino de Deus”. Isto não é uma fuga da realidade, mas antes uma forma sui-gêneris de nos ocupar dia a dia. E o que significa este chamado? Significa, parafraseando uma expressão empregada pela Ciência, que somos convidados a “ver as coisas dos ombros de Deus”, da perspectiva de Deus. Só assim, podemos ter uma visão correta, mais abrangente, daquilo que pode melhor nos ocupar o tempo com real valor, ensejando uma sensação de plenitude, de realização, de Paz! Além disso, cansa menos (somos carregados), temos uma visão mais ampla (em seus ombros), e nos encanta a cada minuto (um tempo significativo). Porque não tentar? afinal a barreira do pré-conceito (idéias errôneas do Reino de Deus), pode ser ultrapassada!
(extraido e adaptado de "CRIAR UM ESPAÇO PARA DEUS", por Henri Nouwen)