segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

MEUS TRÊS PEDIDOS DE + PARA O ANO NOVO DE 2012


QUERO VIVER +, EM HARMONIA, NA “PAZ DE DEUS”. Paz é algo muito mais positivo e abrangente do que a ausência de conflito; é antes, tudo quanto contribui para o sumo bem do homem. Paz = Shalom, é a tradução do grego Eirene, e envolve tudo quanto constitui o repouso, o contentamento e a verdadeira felicidade do coração. Descreve a serenidade, a tranqüilidade, o perfeito contentamento da vida totalmente feliz e segura. Eirene é a palavra para descrever a perfeição dos relacionamentos; é a palavra da amizade humana, do relacionamento certo entre as Nações. Paz define também o relacionamento certo entre o homem e Deus, e por decorrência o relacionamento certo em todas as esferas da vida. Esta Paz consubstanciou-se no dom (presente) de Jesus Cristo. Quando ressuscitou, sua saudação foi: “Paz seja convosco”; e quando voltou aos Céus, sua última vontade e testamento foi: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou” . Desejo enfim que a Paz de Deus se realize a cada dia, no meu viver, por meio de atitudes que falem de boas relações com Ele. Shalom Adonai !
QUERO VIVENCIAR +, EM ADMIRAÇÃO E REVERÊNCIA, O SUBLIME E O INEFÁVEL MISTÉRIO QUE ENVOLVE O MILAGRE DA VIDA. Admiração é derivado de miraculum – milagre. No pensamento do rabino Joshua Heschel, “admirar significa ver, e, no ato de ver, sentir o estranhamento do que aparece. Segundo ele, “o que aparece é sempre admirável e tem força de produzir em nós uma tonalidade ou disposição afetiva a que chamamos de espanto ou admiração. O que nos enche de maravilhado assombro não é o que compreendemos e somos capazes de comunicar, mas o que se situa dentro do nosso alcance e ao mesmo tempo está além da nossa compreensão. A música, a poesia, a religião, todas iniciam a alma no encontro com um aspecto da realidade para o qual a razão não tem conceitos e a língua não tem palavras. A reverência é uma das respostas do homem à presença deste mistério. O sublime e o inefável são aquilo que vemos mas que somos incapazes de expressar, e, para o que, a nossa resposta pode despertar em nós a percepção do milagre.” Neste contexto, espero então criar mais espaço propício para louvor e adoração a Deus, Supremo Criador e Mantenedor da vida.
QUERO SENTIR +, QUE VIVI OS DIAS DA MINHA VIDA, E, PODER CONCLUIR QUE VALEU A PENA! Segundo Henri Boulad, “há duas maneiras de olhar o passado: a maneira profana, que reduz a vida a uma sucessão de eventos vazios e unidimensionais, e a maneira sagrada, que vê na existência a ação secreta e contínua de Deus. Na ocasião em que as coisas acontecem, não tomo consciência de seu significado e é só depois, em resultado de certo distanciamento que descubro a graça especial, a profunda importância de tais acontecimentos. Lembrar-se é trazer aos nossos corações um evento passado, para dar-lhe nova vida. Em latim, “recordare” significa “reevocar” e deriva da palavra latina para coração: “cor, cordis”. Assim recordar não é apenas uma atividade abstrata do cérebro, mas uma coisa do coração ... É certo que o passado não morre, e as lembranças mantêm o passado vivo, presente. É por isso que as memórias são tão sagradas...Viver com todo o peso e o ímpeto do que fui, molda minha vida de uma maneira bem diferente e ela assumirá outra dimensão. As lembranças nutrem nosso presente com seu sabor e seu fogo e nos dão um valor inestimável”. Assim “quero trazer à memória, o que pode me dar esperança”.
E o mesmo desejo a todos que me dão a alegria de poder chamá-los de amigos!

domingo, 4 de dezembro de 2011

NATAL, O PRESENTE DE DEUS PARA NÓS

UM TELEGRAMA DO CÉU

Data: 1º dia do ano 0001

Remetente – Deus, nosso Pai, do Céu

A/C - de pastores, no campo, cuidando de seus rebanhos de ovelhas, e,que prontamente responderam: “vamos a Belém

Destinatários: para todos nós

Portador – um Anjo

A mensagem:eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo: é que hoje vos nasceu, na cidade de Davi, o Salvador, que é Cristo, o Senhor”.

Com o acompanhamento musical de um coro da milícia celestial:Glória a Deus nas maiores alturas, e Paz na Terra entre os homens, a quem Ele quer bem”.

A notícia mais gloriosa que Deus, em todos os tempos, deu aos homens, foi este telegrama noturno, dando conta de muito júbilo no Céu. Ele trouxe alegria aos homens que viviam sem esperanças de comunhão com Deus, envolvidos nas trevas do pecado e no medo da morte. E a confirmação: eles encontraram tudo conforme o Anjo havia avisado. Voltaram com louvor e adoração . “Um menino vos nasceu, um filho se vos deu”. Comentando este texto do Evangelho de Lucas, o reformador Lutero chama a atenção para que este é na verdade a essência dos Evangelhos: um presente maravilhoso de Deus; o menino Jesus é o único do qual se diz “é-nos nascido”. Este menino nos pertence, a todos nós, nasceu para nosso bem. É uma dádiva gloriosa - uma criança, um filho! É uma dádiva pessoal – ele nos foi dado, nos pertence, a todos nós! Nasceu para o nosso bem, e com Ele, tudo que Ele tem, tudo que conquistou na Terra é direito nosso, é nossa herança! Por isso a pregação se chama evangelho, o que significa uma boa notícia, que difunde alegria e consolo. Por isso o Evangelho não é propriamente um código de leis e preceitos que nos exija primariamente atuar, senão um livro de promessas divinas, no qual nos promete, oferece e dá todos seus bens e benefícios em Cristo. Sabemos também a motivação de Deus ao nos presentear desta forma: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que nos deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” É esta em essência a natureza dos Evangelhos, da boa notícia, e que é motivo de tão grande alegria. Devido a uma compreensão distorcida dos Evangelhos, alguns cristãos acabam perdendo a alegria de recebê-lo primariamente como um presente gracioso, ao qual, corresponderia uma resposta espontânea, de gratidão pelo presente recebido, uma resposta de amor correspondido.

O melhor presente, dom, dádiva de Deus, no Natal é o Senhor Jesus. "Este presente vem do Céu. Um presente que faz o coração feliz; nunca envelhece, enquanto todos os demais perecem. Está sempre conosco. Transforma quem o recebe (foi-nos dado para salvação). Um presente que todos podem receber (os Anjos não receberam presente igual). Um presente maravilhoso - o Senhor Jesus é a dádiva mais preciosa de Deus. Deus dá ricamente e em todo o tempo, mas o Senhor é a dádiva de todos as dádivas. Uma dádiva gloriosa, uma criança, um filho. Nunca houve um dom semelhante; em sua origem – não foi um menino comum, foi singular; em seu motivo – é seu amor que Lhe fez pensar em nós; em seu efeito – este Dom traz gloria, paz e boa vontade; em sua qualidade – outros dons passam, se gastam ou morrem, este vive para sempre. Nunca houve um dom tão descuidado: saiu com esplendor do Céu, chegou de noite e sem encontrar pousada; os Anjos o louvavam no Céu, enquanto na Terra, Herodes o maldizia e perseguia; tudo que teve foi emprestado - berço, barco, jumentinho, mesa, cruz, sepulcro. Hoje tem muito pouco lugar para Ele entre nós, e estamos continuamente sem tempo, e sem espaço, muito ocupados e preocupados conoscos mesmos."

Um motivo de grande alegria para todos que o recebem. “Nasceu nosso Salvador que é Cristo o Senhor; por isto será chamado de Emanuel, que significa Deus conosco”. O apostolo Paulo nos dá qual foi a motivação de Deus: “afim de podermos nos tornar filhos de Deus”. Natal significa nascimento, que enseja muita alegria, como no cântico de Maria: “minha alma engrandece ao Senhor (alegria do coração)/ meu espírito se alegrou em Deus (alegria do espírito)/ meu Salvador (alegria da salvação)/ Ele contemplou na minha humildade (agradecida)/ Considerar-me-ão bem-aventurada/ Porque Ele me fez grandes cousas. O primeiro louvor registrado no Antigo Testamento sucedeu após a Saída do cativeiro no Egito; foi um hino de salvação da escravidão. O primeiro louvor do Novo Testamento é de glorificação do Salvador (o cântico de Maria, provem de um amor ardente e um gozo transbordante, nos quais se inspiram seu coração e sua vida, motivados do interior pelo Espírito Santo).

A celebração do primeiro Natal foi em Belém-Efrata, que significa “casa de pão”, e “fértil”, era uma das menores cidades de Judá. Lar de Abrão, Isaque, e Jacó; ali nasceu Jesus. Seus participantes - José, Maria, os Pastores – ignorantes, pobres e da vizinhança - e os Magos – sábios, fortes, ricos, procedentes de terras distantes, do Oriente. O canto de celebração – “Gloria a Deus” (no Céu) e “Paz aos homens” (na Terra). Ao finalizar houve uma oferta real: ouro, incenso e mirra. Os pastores regressaram glorificando e louvando a Deus; os Magos regressaram por outro caminho, havendo achado seu Bem maior. Hoje, o que nós faremos com semelhante Dom (presente)?

ENTÃO É NATAL ! é a canção popular, na bela interpretação da cantora Simone. Um feliz e verdadeiro Natal compartilhando este presente singular de Deus para todos nós!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Da QUALIDADE DE VIDA à VIDA ABUNDANTE- insights sobre nossas necessidades, interesses, desejos, motivações, e alvos na vida

A QUALIDADE DE VIDA, enquanto método desenvolvido pela Organização Mundial de Saúde, mede as condições de vida de um ser humano envolvendo o bem físico, mental, mental, psicológico e emocional, além de relacionamentos sociais, como família e amigos, e, também a saúde, educação, poder de compra e outras circunstâncias da vida. É composto por seis domínios: o físico, o psicológico, o do nível de independência, o das relações sociais, o do meio ambiente e o dos aspectos religiosos.

NOSSAS NECESSIDADES. Abraham Maslow, propôs uma hierarquia de nossas necessidades, segundo a qual, as necessidades de nível mais baixo devem ser satisfeitas antes das necessidades de nível mais alto. Cada um tem de "escalar" uma hierarquia de necessidades para atingir a sua autorrealização. Maslow define um conjunto de cinco necessidades descritas na pirâmide: 1) necessidades fisiológicas (básicas), tais como a fome, a sede, o sono, o sexo, a excreção, o abrigo; 2) necessidades de segurança, que vão da simples necessidade de sentir-se seguro dentro de uma casa a formas mais elaboradas de segurança como um emprego estável, um plano de saúde ou um seguro de vida; 3) necessidades sociais ou de amor, afeto, afeição e sentimentos tais como os de pertencer a um grupo ou fazer parte de um clube; 4) necessidades de estima, que passam por duas vertentes, o reconhecimento das nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos outros face à nossa capacidade de adequação às funções que desempenhamos; 5) necessidades de autorrealização, em que o indivíduo procura tornar-se aquilo que ele pode ser: "O que os humanos podem ser, eles devem ser: Eles devem ser verdadeiros com a sua própria natureza”. É neste último patamar da pirâmide que Maslow considera que a pessoa tem de ser coerente com aquilo que é na realidade "... temos que ser tudo o que somos capazes de ser, desenvolver os nossos potenciais".(extrato antigo do serviço de pesquisas da Encyclopedia Britanica).

NOSSOS INTERESSES E DESEJOS MAIS BÁSICOS. Psicólogos e sociólogos descobriram que certos desejos são comuns aos seres humanos em todo o mundo, e que esses desejos dominam o comportamento individual. Que o homem, em qualquer lugar, é motivado por certos interesses que são o resultado e a expressão de necessidades fundamentais de sua natureza. Esses interesses são: o interesse procriador; o fisiológico; o individual ou egoístico; o social; e, o transcendental, isto é, interesse no infinito, no sobrenatural. A satisfação desses interesses possibilita a ascensão e desenvolvimento das sociedades, e responde pelas várias instituições sociais, como família, sistemas econômicos e religião. Cada um desses fenômenos societários, e muitos outros, podem ser atribuidos à existência daqueles interesses. Outra relação inclui: 1) desejo de novas experiências, ou seja, um desejo de evitar a monotonia e uma ânsia de excitamento, e que expressa-se de várias formas, dependendo do temperamento do indivíduo e do tipo de sociedade em que vive; 2) desejo de segurança que, em certo sentido, é o proposto do de aventura, mas que se acha presente ao mesmo tempo; 3) desejo de resposta, que é o desejo de afeição, simpatia, e estima dos outros; esta ânsia de resposta se encontra na amizade, e no amor filial, paternal e conjugal; o fracasso na satisfação desse desejo básico pode destruir a moral e a eficiência do individuo; 4) e, desejo de reconhecimento, que é o desejo de aprovação dos outros; acredita-se que esse desejo tenha raízes na nossa aspiração de autoestima. (extrato antigo do serviço de pesquisas da Encyclopedia Britanica).

NOSSO DESEJO DE JUSTIÇA, ESPIRITUALIDADE, RELACIONAMENTO E BELEZA. São características distintivas do ser humano:1) um chamado à justiça na esperança de endireitamento do Mundo e de todos nós que nele vivemos; 2) a fonte escondida da espiritualidade - é como uma placa indicando que os seres humanos foram feitos para algo mais...; 3) o campo dos relacionamentos humanos - é como se nós, humanos, tivéssemos sido feitos para encontrar nosso propósito e significado, mais no outro, e nos significados e propósitos compartilhados com uma família, amigos, etc.; 4) a admiração pela beleza - o mundo está repleto de beleza, mas ela é incompleta, e, do mesmo modo que a justiça, escapa de nossas mãos. (de “Simplesmente Cristão, porque o cristianismo faz sentido”, de N.T. Wright).

NOSSA MOTIVAÇÕES PRIMEIRAS. Ânsia de prazer, para Freud; ânsia de poder, para Adler, e Nietzsche; ânsia de significado, para Viktor Frankl (famoso psicólogo, sobrevivente do holocausto, que desenvolveu a corrente da psicologia denominada Logoterapia, baseada na busca por sentido como motivação primária da vida - os caminhos através dos quais podemos encontrar sentido são: vivenciando, ou criando, ao nos dedicarmos a uma obra, tarefa ou pessoa. Viver com sentido, significa descobrir o melhor valor possível dentro de uma situação e realizá-lo).

A IMPORTÂNCIA DA FÉ. Todas as coisas existentes podem ser classificadas em dois grupos: o que está dentro do homem, e o que está fora dele; ao que está dentro do homem chamamos mundo subjetivo, e ao que está fora chamamos mundo objetivo. No mundo subjetivo, isto é, na alma do homem, há apenas necessidades; ali encontramos somente apetites, desejos, fome, sede, saudades, poderes pessoais, etc. A fome indica necessidade de alimento, a sede indica necessidade de água, a saudade revela necessidade de companheiros, etc,, e assim vemos que só necessidades enchem o mundo subjetivo, onde não se encontra satisfação para nenhuma delas. É no mundo objetivo que encontramos a satisfação de todas as necessidades do mundo subjetivo; achamos no mundo subjetivo a fome, no objetivo o pão; no subjetivo a sede, no objetivo a água; no subjetivo o desejo de saber, no objetivo a verdade. Enfim, para cada necessidade que se verifica no mundo subjetivo, encontramos a adequada satisfação no mundo objetivo. O mundo objetivo depende do mundo subjetivo para o seu progresso, e o mundo subjetivo depende do mundo objetivo para a satisfação de suas necessidades. O intercâmbio entre os poderes do mundo subjetivo e os bens do mundo objetivo, se estabelece pela fé. Pela fé não só o homem reconhece a sua necessidade, senão também procura achar a satisfação que para ela existe no mundo objetivo. O homem não chega a satisfazer a nenhuma das suas necessidades, senão pela fé. Neste sentido o homem em geral vive pela fé. Todas as fases da vida são um resultado da fé. Sem fé, não há, nem pode haver vida. “( de “Esboço de Teologia Sistemática”, de Langston).

VIDA ABUNDANTE. A fé também liga a necessidade à salvação; salvação de uma vida de pecado (= errar o alvo para o qual fomos criados) afastada de Deus, para uma vida de relacionamento com Deus, de maneira tão íntima como ocorre no contato entre pai (Deus) e filho (nós). E existem apenas dois objetivos finais pelos quais podemos optar: um é “o supremo bem de Deus e do universo”, isto é, amar a Deus primeiro e ao nosso próximo como a nós mesmos; o outro alvo é o “eu”. Não existe nenhuma outra alternativa, nem meio termos, nem posição de neutralidade. E esses dois alvos, como objetivos finais, se excluem mutuamente; são antitéticos e antagonistas.A vida abundante é então o padrão de qualidade desta vida, vivida pela fé em Cristo Jesus. Daí o Evangelho (= boas noticias): “Ele (Jesus Cristo) veio para que tenhamos vida, e vida em abundância.

Aos meus amigos, a quem convido, se desejarem, comentarem,e/ou enriquecerem com novos insights.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Dr. FILADELFO FIGUEIREDO, A QUEM HONRA, HONRA !


Registro do coração, de nossa irmã Vanda Lucia em 08.11.2011:Hoje faz 94 anos do nascimento, na cidade de Aracoiba , municipio de Baturité , de Philadelfo Pinto Phigueiredo (nosso pai), filho do casal vôvô Dorinha e vovó Santa, nomes pelos quais ficaram em nossa memória. Fazia parte de uma família grande com cinco irmãs e um irmão. Juntamente com o irmão, foram mandados para Recife, a fim de estudar no grande Colegio Americano Batista, haja visto morarem na Fazenda Pedra Aguda. Ali Philadelfo permaneceu por vários anos, tendo servido ao Exercito, ocasião em que permaneceu de prontidão, na expectativa de participação nas Forças Expedicionárias Brasileiras, durante a 2ª Guerra Mundial, e na sequência se formou em Engenharia Química. Em Recife conheceu ainda sua esposa muito amada, a graciosa, culta e meiga, jovem Wanda, com quem mais tarde se casou, e construiu uma familia com cinco filhos. Falar sobre papai, não é dificil, pois posso encontrar um exemplo de vida na Biblia e, sem medo de estar exagerando, parafraser o texto bíblico do livro de Jó, dizendo que também “Havia na Fazenda Pedra Aguda um homem, cujo nome era Filadelfo (nome atualizado, e que significa amigo do irmão), homem reto, íntegro, que temia a Deus e se desviava do mal......”. Foi um exemplo de vida íntegra, de um caráter ilibado, e um servo fiel do Deus Altissimo. Na Igreja era aquela voz sábia, moderador por excelência, procurando sempre seguir em tudo a vontade e orientação de Deus. Ali, foi por muitos anos, Professor e Superitendente da Escola Dominical, Presbítero, e dirigente de Congregacões, não medindo esforços, em servir a Deus, exemplo este, que muito influenciou aos filhos a buscarem com ardor e amor, servir a Deus, mais e mais. Batalhou muito, enfrentou muitas adversidades na vida , mas as venceu com honra, sempre deixando um exemplo de vida para os filhos. Logo cedo, ao se casar, mudou-se para Sobral–Ce, onde foi trabalhar na Companhia Industrial de Algodão e Oleo, onde, por infelicidade, sofreu um acidente de certa gravidade, tendo fraturado as duas pernas. Não se abateu, enfrentou com resignação as dores e dificuldades do momento, e, pela graça de Deus restabeleceu-se para alegria da família, então mais movimentada com a presença de três filhos pequenos. Mais tarde transferiu-se para Campina Grande,Pb, indo trabalhar noutra grande fábrica de óleo. Sempre procurou nos dar o melhor que podia nos oferecer, em particular, valorizando os estudos, que acreditava ser o melhor patrimônio que poderia nos legar. Assim, e com grande esforço, enviou os dois filhos mais velhos para estudarem, como internos, no Colégio 15 de Novembro, em Garanhuns, Pe, visando um melhor aprendizado. Papai, durante o tempo que tivemos o privilegio de estar desfrutando de sua companhia, nos deu ensinamentos e exemplos profundos de como caminhar com Deus, com honestidade, fidelidade, e caráter. Foi um homem que quando necessário não se eximia de corrigir um filho, o que fazia com austeridade, visando nos mostrar o caminho certo, sem deixar de demonstrar junto, o seu amor, zelo, carinho e cuidado. Deus lhe concedeu o privilegio de casar os cinco filhos, e também de comemorar suas formaturas, que via agradecido como coroamento de sua missão como chefe de família, e motivo privado de grande e santo orgulho. A vocação pastoral dos dois filhos mais novos, posteriormente, selou a benção de uma vida de serviço a Deus, e que hoje podemos entender, como reposta a suas orações diárias de intercessão pela familia, na companhia de nossa mãe – que costumavam ocorrer logo bem cedo, antes de clarear o dia – pedindo a Deus para que nenhum de seus filhos perdesse a promessa divina de vida eterna, desviando-se na estrada da vida, ou trilhando caminhos da perdição. Durante a sua caminhada de vida, Deus levou para junto de Si, sua companheira e ajudadora de toda vida, a sua "nega", como ele a chamava, carinhosamente. Mamãe não chegou a ver plenamente os frutos de sua batalha na educação dos filhos, nem desfrutar , graciosamente, de suas vitorias e, sobretudo, o que ela mais ansiava, ver um neto; teve apenas a conhecimento do anuncio da vinda próxima do primeiro neto. Deus achou por bem levá-la para junto de si, já no dia 18/03/1975, ainda jovem, nos seus 55 anos de vida. No coração de nosso Pai ficou então um grande vazio, só depois suprido por Deus, que em sua infinita sabedoria, amor, graça e misericórdia, o agraciou com uma nova esposa, viúva, mulher também exemplo de honestidade, serenidade e companheirismo. Ivonete, em todos os anos vividos ao lado de Papai, demonstrou um zelo especial, cuidado, dedicação e amor, e, teve a sabedoria de respeitar com todo carinho as lembranças de Mamãe, cuidando em não assumir ou usurpar sua doce, e maravilhosa lembrança.
Da chamada final de nosso Pai, guardo na memória os seguintes passos: no dia 26/10/1992, uma segunda feira, aproximadamente meio dia, ao estar saindo para apanhar meus filhos na Escola, já com o carro na rua, Papai me telefona. Normalmente, eu pediria para avisar-lhe que eu ligaria quando eu chegasse. Desta vez contudo, resolvi deixar o carro na calçada, e ainda com o motor ligado, fui atender o telefone, mesmo estando já atrasada. Era meu Pai falando, me aconselhando para que "eu tivesse cuidado com minha saúde, com minha vida, pois eu não o teria para sempre; que eu deveria me amar, pois só assim eu poderia cuidar melhor de mim mesma, e ter saúde para cuidar de meus filhos. Eu até brinquei com ele e disse: Papai , mas quem tem pressão alta é o Senhor , e é quem tem que se cuidar mais, para poder cuidar dos netos. E, a resposta que tive foi “minha filha, da minha saúde Deus já cuidou; ... você sim, se cuide, se ame, nunca esqueça isto, por amor a seus filhos”. Foram estas suas últimas palavras, e de que nunca esquecerei..... até hoje as escuto tal qual foram pronunciadas...... no seu tom de voz sério, e de quem se preocupava todo tempo, conosco. Escuto repetidamente estes conselhos de amor, e que foram também de sua despedida. Nada mais que alguns minutos nos separava do inevitável, do que Deus já havia predeterminado. Deus o levou sem sentir uma dor, não teve enfarte fulminante, não teve qualquer outro problema que o levasse; imagino, que somente Deus lhe disse “vem meu filho” e desligou a máquina da sua vida. Atendeu desta forma um dos seus íntimos desejos, de que sempre falava, para que Deus o livrasse de ficar inválido encima de uma cama. Seu rosto se fixou com uma serenidade tal, que era como de alguém que estivesse vislumbrando algo lindo, maravilhoso que trazia paz, sem sinal dor, mas, sim, de quem estaria passando um momento muito especial, tudo era só felicidade. Era como que se quisesse ainda nos deixar uma ultima mensagem: “vejam estou feliz, não se preocupem... estou com Wanda”. Dele também pode ser dito,"combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé". Ainda com saudade infinita, nunca te esqueceremos amado pai, papai, painho, paizinho, nosso exemplo de vida.”
E, também, eu, deste lado da eternidade, em nome de todos os irmãos, com muita emoção, ainda peço, uma vez mais, SUA BENÇÃO, MEU PAI !
P.S. Filadelfo Figueiredo / Nascimento em 8/11/1917 /Chamado à presença de Deus em 26/10/1992 /Novo Nascimento, do Espirito em algum momento entre estas datas / Atualmente, no gozo da Vida Eterna, e, em espírito, na companhia dos santos, aguardando a ressurreição do Corpo

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

PARABÉNS TIA PEDRONILA


98 ANOS DE VIDA! que Benção! São muitas as recordações, bem guardadas no nosso banco da memória, com tudo que vimos, sentimos, e percebemos, passando por Sobral, com a presença marcante dos primos, Maria Elza, Maria Euza, Nozinho e Dédé, e os demais, ou mais seniores, ou, ainda muito crianças, à época. Nossa Tia, é também um referencial na família, e exemplo da mulher virtuosa, que edificou sua casa em fundamento sólido, garantido por Deus, para uma vida eterna, nos termos prometidos por Jesus Cristo. Certamente que envolve também muitas lutas, todas vencidas sob a proteção Divina. Guardamos na memória seu exemplo de integridade e retidão, na construção de uma família grande e unida. Seu exemplo de respeito, que levava ao extremo de sempre dirigir-se ao Tio como “Senhor” Abner. Sua ligação, qual alma gêmea, com nosso Pai, seu irmão e confidente permanente. Sua alegria contagiante, mas sempre vigilante com os passos dos irmãos, filhos e sobrinhos. Sua mansidão em acolher todos debaixo de suas asas. Sua inegociável fidelidade a Deus, nunca reclamando, mesmo nos reveses, mas sempre transbordando de alegria, que é dom de Deus. Na imaginação, vejo, nesta data tão significativa, toda a família reunida, e com as mãos estendidas na sua direção, invocando a benção sacerdotal: “O Senhor te abençoe, e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sôbre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor levante sôbre ti o seu rosto e te dê a paz”. E, lá do Céu, sob o doce olhar de Jesus, Tio Abner, e nossos pais, Filadelfo e Wanda, reunidos, também comemorando, e, de pé, aplaudindo seu aniversário.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

UM TRABALHO INCESSANTE


Nestes dias estávamos assistindo uma reportagem no Discovery History Channel, mostrando o resultado do abandono de uma cidade contaminada pelo acidente nuclear de Chernobyl. Sem a presença humana, a invasão da Natureza selvagem levou à rápida desorganização do espaço anteriormente conquistado, com a deterioração de ruas e prédios, que se desmoronavam de forma rápida e irrecuperável. É uma característica desta ação humana, que ela deva ser objeto de atenção permanente, através de um esforço de organização deliberado e sistemático, de manutenção de suas construções e seus bens, produtos das múltiplas formas de ocupação do espaço vital. Numa escala bem reduzida, presenciamos no nosso quotidiano o esforço necessário de arrumação numa casa, também de forma permanente, e que se contrapõe à uma posição de mais repouso, com ausência de qualquer esforço, e que temos a tendência de seguir como lei do menor esforço. No âmbito das Ciências, temos duas Leis fundamentais da Fisica, que nos ajudam a compreender melhor o assunto. A 1ª Lei de Newton, ou principio da Inércia, nos diz que todos os corpos são “preguiçosos” e não desejam modificar seu estado do movimento: se estão em movimento, querem continuar em movimento; se estão parados, não desejam mover-se. Essa “preguiça” é chamada pelos físicos de Inércia e é característica de todos os corpos dotados de massa. Conforme o senso comum, preguiçoso é aquele indivíduo avesso a atividades que mobilizem esforço físico ou mental. De modo que lhe é conveniente direcionar a sua vida a fins que não envolvam maiores esforços. Por outro lado, a Lei da Entropia, nos ensina que a tendência universal de todos os sistemas - incluídos os econômicos, sociais e ambientais – é de passar de uma situação de ordem à crescente desordem; nos informa ainda que todos os sistemas fechados do Universo tendem naturalmente a se desorganizar, tendo como limite o caos e um estado de mesmice, de imobilismo completo, de indiferenciação.
Na direção oposta desta tendência universal, a vida humana surpreendentemente habita num enclave contra esta tendência geral à desorganização. Neste sentido destacam-se duas ações de organização: o trabalho e a cultura. O termo trabalho vem de Poieses -Facere , que implica obra a produzir, e que procura um resultado útil. Trabalho no sentido filosófico, representa nossas ações, iniciativas, vontades, sonhos e realizações. Trabalho, aqui, quer dizer toda forma de expressão humana mais concreta, visível, observável. É sinônimo de ação. Envolve atividade humana para produzir algo, esforço necessário para realizar algo, conjunto de atividades profissionais. Assim, com o trabalho o homem transforma a terra, a água, as pedras; através do trabalho, o homem dá ao mundo um novo vulto, traçando estradas, construindo cidades, parando ou impedindo fluxo das águas. O impacto do trabalho em nossas vidas é enorme: ele é parte importante de nossa experiência total; supre os bens que criam nosso tipo de vida; envolve-nos em muitas de nossas relações humanas; obriga-nos a enfrentar a competição; determina, em parte, nosso estado de tranqüilidade pessoal; oferece-nos oportunidades de satisfação criadoras; e, imprime marca indelével na personalidade. A outra ação de organização em destaque vem a consubstanciar aquilo que denominamos de cultura, que pode ser considerada um amplo conjunto de conceitos, símbolos, valores e atitudes que modelam uma sociedade. Envolve o que pensamos, fazemos e temos como membros de um grupo social.O Mandato Cultural, também denominado de Mordomia da Criação é uma das marcas da Humanidade, e do propósito para ela estabelecido pelo Criador: a reprodução biológica, o uso dos minerais, vegetais e animais, a criação da Cultura, em seus aspectos materiais (objetos, instrumentos, tecnologia) e imateriais (valores, sistemas). Isso porque a Humanidade tem um lugar único na Criação (“a imagem e semelhança de Deus”), por ser dotada de razão, sentimento e vontade. O Mandato Cultural é privilégio e dever;” (Bispo Robinson Cavalcanti, em “Nós e o Espírito do Século “):
Em conclusão, o trabalho e a cultura, conferem ao mundo antes desordenado e estéril ou ameaçador, um certo completamento; e, podemos dizer que estes esforços nos transformam em atores de um processo transcendental de organização, em oposição ao caos e a mesmice, que prescindem de qualquer esforço de organização, e são antes características de um estado de repouso, para o qual, estamos sempre tentados a nos acomodar.

sábado, 1 de outubro de 2011

“JUST DO IT”


Um refrão usado em camisetas atualmente na moda, a expressão, que quer dizer simplesmente “apenas faça”, e enfatiza a necessidade de ação já; é uma crítica bem humorada à saturação de conhecimentos que nos mantém apáticos, meros espectadores da vida que passa. Em nossa experiência de vida há mesmo um grande abismo entre aquilo que pensamos, e aquilo que vivenciamos, para não dizer daquilo que conseguimos realizar. Dando um balanço rápido, facilmente constatamos que desperdiçamos a maior parte do tempo, seguindo a onda, isto é, quando estamos apenas sendo levados. Fazemos muitas coisas que não acrescentam nada, nem mesmo alegria do momento, e desta forma desperdiçamos tempo e oportunidades de fazer coisas mais interessantes e que gratifiquem.Da linguagem do dia a dia, selecionei duas expressões consagradas e que se contrapõem, conforme cantadas por dois compositores populares contemporâneos: de um lado os versos “quem sabe faz a hora, não espera acontecer”, e do outro “deixa a vida me levar, vida leva eu”. São duas expressões que gostamos de repetir, quando a ocasião aparece, e que revelam estados de espírito, diametralmente opostos, que podemos classificar de ativismo e imobilismo. Como sói acontecer, a sabedoria está em alguma zona intermediária entre estes extremos; alinho a seguir algumas pistas que nos facilitem encontrar o caminho para esta zona de equilíbrio.

A IMPORTÂNCIA DO FAZER. Alguns sábios nos deixaram lições preciosas sobre o assunto; dentre estes destacamos os seguintes registros: SÓCRATES(469-399 aC, nascido em Atenas, tradicionalmente considerado um marco divisório da história da filosofia grega) - “desenvolvia o saber filosófico em praças públicas, conversando com os jovens, sempre dando demonstrações de que era preciso unir a vida concreta ao pensamento. Unir o saber ao fazer, a consciência intelectual à consciência prática ou moral”. KIERKEGAARD (1813-1855, filósofo de referência e teólogo dinamarquês, e um dos pais da corrente de pensamento existencialista). Inspirado por Sócrates, grande parte da sua obra versa sobre as questões de como cada pessoa deve viver, focando sobre a prioridade da realidade humana concreta em relação ao pensamento abstrato, dando ênfase à importância da escolha e compromisso pessoal. Para ele, o pensamento não tem sentido sem a ação: “O que realmente preciso é esclarecer para mim mesmo o que devo fazer, e não aquilo que devo saber, a não ser na medida em que o conhecimento precede toda ação...o fundamental é encontra a verdade que é verdade para mim, encontrar a idéia pela qual vou viver e morrer... é disso que preciso para poder levar uma vida plenamente humana e não apenas uma vida de conhecimento... é disso que preciso e é isso que busco”. NO JUDAÍSMO – “um judeu é antes convidado a agir - passar do pensamento à ação – em vez de ser convidado a pensar. Ele é estimulado a ultrapassar suas necessidades, a fazer mais do que ele compreende, para poder compreender mais do que ele faz. É nas ações que o homem toma consciência sobre o que sua vida é verdadeiramente, sobre seu poder de fazer mal, ferir e ofender, destruir e arruinar; sobre sua capacidade de criar alegria e derramá-la sobre as outras pessoas; sobre aliviar e aumentar suas tensões e as tensões alheias. É quando usa a sua vontade, e não a reflexão, que ele encontra seu próprio ser, como ele é; não como gostaria que fosse".

O CAMINHO DA AÇÃO PARA A CRENÇA. KIERKEGAARD - "o Evangelho não se resume a uma série de idéias descritas por teólogos: é um evento. Só o conhecemos verdadeiramente quando participamos ativamente desse evento – como participantes de fato e não apenas como espectadores. Ele queria se referir às conseqüências que são produzidas exclusivamente por um encontro pessoal com Jesus Cristo, e a resposta do homem a esse encontro. Cristo não estabeleceu doutrinas... ele agiu". Kierkegaard protestava contra o fato de estar sendo saturado com conhecimento factual sobre o cristianismo. Em sua cultura dinamarquesa, muitos estavam sendo inundados com tanta informação religiosa que se mantinham inconscientes da superficialidade de sua vida. Ele quer nos mostrar que precisamos desenvolver a capacidade de viver a verdade, o que requer uma comunicação mais profunda no contexto da vida ... A fé, a esperança e o amor não passarão de conceitos, a menos que se reconheça a possibilidade e a própria existência da capacidade de confiar ,esperar e compartilhar o amor. LIÇÕES DO JUDAISMO – jamais aprenderemos a compreender Deus a não ser que aprendamos a louvá-lo, a não ser que saibamos como amá-lo; assim como seria inútil por exemplo, investigar o sentido da música e não ouvir música. O conhecimento de Deus é o conhecimento de viver com Deus. O verdadeiro sentido da vida é revelado nos momentos que vivemos na presença de Deus.
A SANTIFICAÇÃO DO FAZER. TEILHARD DE CHARDIN em “O Meio Divino”: "Nada é mais certo, dogmaticamente, do que a santificação possível da ação humana. “Tudo o que fizerdes, diz S. Paulo, fazei-o em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo.” Trata-se realmente da vida humana toda, mesmo nas zonas chamadas “naturais”. Toda a vida humana é declarada pela Igreja santificável. “Quer comais, quer bebais...” diz novamente S. Paulo. Uma solução incompleta: a ação humana vale, e só vale pela intenção com que é feita. A divinização do nosso esforço pelo valor da intenção que nele se põe infunde uma alma preciosa a todas as nossas ações; mas não dá ao corpo a esperança de uma ressurreição. Ora, é esta esperança que nos é necessária, para a nossa alegria ser completa. A solução definitiva: todo o esforço coopera no acabamento do mundo “in Christo Jesu”. No seio do nosso Universo, toda a alma é para Deus, em Nosso Senhor. Mas, por outra parte, toda a realidade, mesmo material, à volta de cada um de nós, é para a nossa alma".