sexta-feira, 22 de junho de 2012
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quarta-feira, 16 de maio de 2012
+ QUE ORAR PARA VIVER é VIVER PARA ORAR +
A Biblia nos diz que fomos criados com o propósito de sermos companheiros de Deus. Ora, em qualquer relação de companheirismo, uma das condições básicas é a capacidade de podermos falar livremente, uns com os outros. No relacionamento com Deus, isto ocorre sobretudo na forma de oração. Segundo o dicionário popular, “Oração é um ato religioso que visa ativar uma ligação, uma conversa, um pedido, um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento ou ainda um ato de louvor diante de Deus. A oração (na crença cristã), é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com um Deus (que além de transcendente é também pessoal), e, durante o qual, a pessoa louva, agradece, intercede pela vida de outro, pede bênçãos para ele ou para outrem, e através desta comunicação pode desfrutar da presença de Deus . O propósito da oração seria então, o de obter para si mesmo e/ou para os outros, bênçãos e graças que Deus já estaria disposto a conceder, mas que deveriam ser solicitadas para serem obtidas.”
terça-feira, 1 de maio de 2012
O HOMEM, QUEM ELE É? - 2
Na 1ª parte publiquei alguns modelos que ajudam a compreender quem somos; como tal, são antes, tentativas de representação de uma realidade complexa, passíveis portanto de aperfeiçoamentos, ou mesmo substituição por novos modelos que venham a se mostrar mais úteis neste propósito. Nesta oportunidade, desejo registrar minhas crenças afins, naturalmente objeto de fé.
domingo, 22 de abril de 2012
O HOMEM, QUEM ELE É ? - 1
domingo, 11 de março de 2012
VIVER OU NÃO VIVER (SIMPLESMENTE EXISTIR), EIS A QUESTÃO ! - 2
quinta-feira, 1 de março de 2012
VIVER OU NÃO VIVER (SIMPLESMENTE EXISTIR), EIS A QUESTÃO ! - 1

Expressões contemporâneas: “ Na lápide de muita gente deveria estar escrito: Morto aos 30 anos. Enterrado aos 60” (Nicholas Murray, escritor americano). Também, alguém já disse que “Os antigos persas acreditavam que os primeiros 30 anos deviam ser passados vivendo, e os últimos 40, compreendendo a vida”. Schopenhauer disse: “os primeiros 40 anos da vida nos dão o texto; os 30 restantes, o comentário do texto”. São expressões irônicas, para não dizer irreverentes, que destacam o desperdício do não viver, isto é, simplesmente existir.
Viver de verdade. Viver uma vida autêntica opõe-se ao não viver, simulacro de vida. A alegoria da caverna, idealizada por Platão, é uma exemplificação de como podemos estar inconscientemente vivendo na condição de escuridão que nos aprisiona, e sua libertação através da luz da verdade. “Na caverna existe uma fresta por onde passa um feixe de luz exterior. No interior da caverna permanecem seres humanos, que nasceram e cresceram ali. Ficam de costas para a entrada, acorrentados, sem poder mover-se, forçados a olhar somente a parede do fundo da caverna, onde são projetadas sombras de outros homens que, além do muro, mantêm acesa uma fogueira. Pelas paredes da caverna também ecoam os sons que vêm de fora, de modo que os prisioneiros, associando-os, com certa razão, às sombras, pensam ser eles as falas das mesmas. Desse modo, os prisioneiros julgam que essas sombras sejam a realidade”. Por oportuno, a palavra “educação” vem do latim “ducere” significando “guiar”, conduzir, e o prefixo “e” significando para fora, assim educar = tirar para fora; tirar para fora da ignorância, do erro decorrente de sombras projetadas. Imagino que, dentre outras, são “cavernas” muito de senso comum e pensamentos alheios equivocadamente assimilados como verdadeiros, conformando nossas cosmovisões, e, bem assim, as raízes de amargura e frustrações alimentadas ao longo da vida que deformam nossas visões da realidade. Com a terceira idade e a aposentadoria, estou mais atento em identificar, e sair através da luz da verdade, destas “cavernas” de pensamentos e lugares comuns.
Viver no caminho. Uma das características da vida é o movimento, símbolo de dinamismo, o que pode ser ilustrado pelo ato de caminhar. Caminhar é também símbolo de esforço, que se contrapõe a preguiça, normalmente associada com imobilismo, mesmice. O crescimento é uma forma especial de movimento; há progresso. A vida autêntica é dinâmica, é movimento. Três comparações freqüentes de como vivemos a vida: como caminhantes, participantes, solitários às vezes, tais quais peregrinos (é reconhecido que peregrinar carece caminhar-se motivado "por" ou "para algo); como observadores, distantes, que vêem a vida passar da janela, sem interagir; e, mais recentemente, como telespectadores, observadores de 2ª mão, que seguem a lei do menor esforço, de deixar que outros pensem em seu lugar; poderiam relembrar a advertência de Sócrates, de que “uma vida irrefletida não vale a pena ser vivida”. Considero que meu tempo como telespectador está minimizado, mas confesso que ainda permaneço muito como observador em detrimento de caminhante.
Já os primeiros cristãos pensaram em sua relação com Jesus Cristo, o Senhor, como o Caminho, no qual deveriam andar, um rumo claro e definido para suas vidas. Jesus Cristo disse “Eu sou o caminho, a verdade e a vida...”, e, convidou seus seguidores a caminharem juntos com Ele (não fossem apenas ouvintes); que conhecessem a verdade (que os libertaria de uma vida inautêntica, de sombras da realidade); e, que tivessem vida autêntica (“ Eu vim para que tenham vida e vida em abundância”); e, ainda hoje Ele nos estende este mesmo convite. Creio que este convite eu já aceitei, e me encontro no Caminho.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
A SABEDORIA DE ESCUTAR

A importância de escutar está implícita na metáfora desenvolvida e imortalizada pelo rabino Martim Buber, ao abordar a questão do relacionamento entre as pessoas. Segundo o mesmo, existe uma forma de encontro de pessoas vivas, se relacionando de modo a se conhecerem mutuamente; ambas se deixam influenciar através do dialogo, isto é pelo falar e escutar. A este tipo de relacionamento ele chama de Eu-Tu, para distinguir de um outro, mais próprio do relacionamento com um objeto, que por isso mesmo chama de Eu-Isso. Neste, a pessoa pode manipular o objeto. Ocorre que muitas vezes, tratamos as pessoas também desta forma objetivante, furtando-se ao encontro com o outro, eximindo-se portanto de escutá-la. Certamente que não se refere aqui a submeter-se à loquacidade daquele que só quer ter um ouvido à disposição, mas antes diz respeito ao anseio mais profundo das pessoas, em compartilhar aquilo que lhe é mais significativo. Ainda, segundo Buber, o mesmo se aplica ao nosso relacionamento com Deus.
O escutar permite-nos aprender com os outros, e inclusive, num efeito de sinergia, o conhecimento compartilhado pode ser mais do que a soma de conhecimentos de seus participantes. O escutar pode ser um serviço. O teólogo cristão Dietrich Bonhoeffer, destaca que “escutar é o primeiro serviço numa comunidade de fé. Portanto, é realizar a obra de Deus no irmão, quando aprendemos a ouvi-lo... Também existe a maneira de escutar a meio ouvido. A pessoa pensa que já sabe antecipadamente o que o outro tem a dizer. Isso é ouvir impaciente, desatencioso, que despreza o irmão... O sucesso de muitos psicólogos em nossos dias consiste exatamente na habilidade desenvolvida para escutar com seriedade, e saber que, muitas vezes, esta é a melhor maneira de ajudar alguém”.
Deus nos escuta. O mesmo teólogo destaca ainda que “é prova de amor de Deus para conosco que não apenas nos dá a sua Palavra, mas também nos empresta o seu ouvido“, fato este que a Biblia registra abundantemente.
Podemos também escutar Deus. O consagrado autor cristão Dallas Willard, em seu sugestivo livro “Ouvindo Deus”, registra que, dentre as muitas formas de ouvir Deus falar, uma das mais comuns é relatada na Biblia, numa conversa de Deus com seu profeta Elias:”Disse-lhe Deus: Sai e põe-te neste monte perante o SENHOR. Eis que passava o SENHOR; e um grande e forte vento fendia os montes e despedaçava as penhas diante do SENHOR, porém o SENHOR não estava no vento; depois do vento, um terremoto, mas o SENHOR não estava no terremoto;depois do terremoto, um fogo, mas o SENHOR não estava no fogo; e, depois do fogo, um cicio tranqüilo e suave”. É na forma de um cicio tranqüilo e suave – ou a voz interior ou interna, como também é chamada – que Deus costuma dirigir-se de forma individual aos que caminham com Ele em um relacionamento maduro e pessoal. É importante ter sempre em mente que a pessoa pode não ter consciência de estar ouvindo a voz, pois esta não precisa se estabelecer nos pensamentos. E também não é pré-requisito, para ouvir a voz, ter conhecimento de teorias ou doutrinas sobre ela. É ainda a que mais envolve as faculdades dos seres livres e inteligentes que se envolvem na obra de Deus, como seus colaboradores e amigos”. Remanesce a questão, “como podemos nos certificar de que estes não são apenas nossos próprios pensamentos? estudiosos falam dos três pontos de referência, também chamados de três lâmpadas, que podemos consultar para determinar o que Deus deseja que façamos. Essas lâmpadas são as circunstâncias, as impressões do espírito, e as passagens da Biblia. Quando as três apontam na mesma direção, sugere-se que tenhamos a certeza de ser aquela a direção que Deus planejou para nós.”
Ao longo da vida cristã, fiquei na expectativa de, um dia, ouvir Deus falar. Agora, pensando bem, consigo lembrar algumas oportunidades em que, hoje, creio, poderia ser Deus me falando. A sensação momentânea de agradável estranheza, e a percepção, ainda que a posteriori, de que algo incomum acontecera, é a marca que trago na memória. Acredito também, que esta deve ser uma experiência quase comum entre os cristãos.





