sexta-feira, 31 de agosto de 2012

DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESPÍRITO X AUTOCONFIANÇA EXARCEBADA


Corpo e alma – o mistério da vida. Aristóteles foi o primeiro a tentar explicar as características próprias de todo ser vivo. Segundo ele, todo ser vivo possui uma alma que é a causa pela qual esse ser vai mudando ou se movendo sem causa exterior aparente... Um ser vivo parece comportar-se movido por uma causa interior, a alma, responsável pelo crescimento, pela tendência à reprodução e até pelo pensamento. A alma seria como o projeto interior que orientaria um copo para que se desenvolva num sentido ou em outro. (a palavra “alma” vem do latim anima, que significa “princípio vital”, isto é, o  que faz com que um corpo esteja animado). Descartes, diversamente do que pensava Aristoteles, distingue claramente a alma e o corpo. As funções deste último são o resultado de um funcionamento puramente mecânico e material. O comportamento dos seres vivos está determinado por um mecanismo definido pelas leis da física. A originalidade dos seres vivos já não se distingue da do resto do mundo material. Se aceitamos o modelo animal-máquina de Descartes, somente as funções superiores e abstratas da alma, como a linguagem ou o pensamento, mantêm o ser humano no topo da escala da vida. Na sequência destes pensadores, pode se dizer que o ser humano jamais considerou que sua vida dependia exclusivamente das leis da natureza. De  fato, admitir que estamos determinados somente pelas leis do funcionamento da matéria, mesmo que seja da matéria orgânica, seria renunciar a nos considerarmos seres conscientes e livres para decidir nosso destino. ( Atlas básico de filosofia)
Carnal e Espiritual. Em termos religiosos considera-se carnal o ser humano fechado em si mesmo, sem abertura para Deus. Espiritual significa o ser humano enquanto aberto para Deus.
Com esta introdução, a questão que desejamos refletir agora, diz respeito à duas rotas de desenvolvimento do homem:
1. Da extrema dependência à autoconfiança exarcebada. Costuma-se sumarizar este desenvolvimento, dizendo-se que o homem nasce em condições de extrema dependência, dos demais - em particular, de seus pais - e ao longo da vida adquire mais e mais independência, que, numa forma distorcida, manifesta-se através de um extremo egoísmo, enquanto manipulador de tudo e de todos à sua volta, em aparente benefício próprio, atenuado às vezes, apenas em relação aos parentes próximos. Aqui podemos ter o exemplo acabado do homem carnal.
2. Desenvolvimento sustentável do espírito. Haroldo Walker, editor da revista Impacto, em sua edição de setembro/outubro 2008, num artigo com este título assim comenta: “Pensamos que podemos nos virar bem com a própria experiência, sabedoria e estratégias. Por isso, apenas quando as coisa começam a sair do controle, e entramos em pânico, achamos o tempo e o desespero para clamar por socorro (a Deus)... Conhecemos muito bem as necessidades, as dores e os desejos do corpo e convivemos constantemente com os sentimentos, as motivações e as reflexões da alma – mas,  quantos conhecem a voz do próprio espírito? Por ser algo mais invisível e intangível, muitas vezes o espírito também passa a ser inaudível “. E, em consonância com a expressão corrente de desenvolvimento sustentável, que descreve a estratégia que visa conciliar a produtividade econômica com a conservação do meio ambiente, ele propõe então uma rota de “desenvolvimento sustentável do espírito”, evitando-se os extremos: “não precisamos ser reclusos super-espirituais, mas também não precisamos ser cristãos materialistas”. E, cita Henri Nouwen, no livro “Espaço para Deus”: “Jesus não reage ao nosso estilo de vida cheio de preocupação dizendo que não deveríamos estar tão ocupados com afazeres terrenos... nem sugere que nos afastemos de nossos envolvimentos para viver vidas calmas, tranqüilas e retiradas das lutas do mundo... Jesus não quer de forma alguma que deixemos nosso mundo de muitas facetas. Antes, quer que vivamos nele, mas firmemente arraigados no centro de todas as coisas. Jesus não fala sobre uma mudança de atividades, uma mudança de contratos, ou até de uma mudança de ritmo. Ele fala sobre uma mudança de coração”. Certamente que este enfoque evidencia o reconhecimento de nossa dependência básica de Deus (por oposição à autosuficiência), a par de nosso engajamento nos desafios do dia-a-dia;  aqui temos uma caracterização do desenvolvimento sustentável do espírito.

domingo, 5 de agosto de 2012

ANSIAMOS POR VIVER EM PAZ !



Conta-se, que num concurso para escolher uma pintura que simbolizasse a paz, os quadros convencionais retratando uma “pomba da paz”, foram preteridos pela seleção de um quadro que mostrava um ninho de passarinho preso aos galhos de uma árvore, que se projetava sobre uma grande cachoeira. E a justificativa foi que, a verdadeira paz, não depende das circunstâncias favoráveis, sendo possível se viver em paz, mesmo em meio a um ambiente atemorizador.
Paz, comumente, tem o significado restrito de ausência de guerra e de problemas. No pensamento hebraico contudo “paz= shalom”, é algo muito mais positivo e abrangente; é tudo quanto contribui para o sumo bem do homem. Paz é a tradução do grego “Eirene”, e envolve tudo quanto constitui o repouso, o contentamento e a verdadeira felicidade do coração. Descreve a serenidade, a tranqüilidade, o perfeito contentamento da vida totalmente feliz e segura. Eirene é a palavra para descrever a perfeição dos relacionamentos, da amizade humana. Paz é, então, o relacionamento certo entre as Nações, entre grupos de pessoas; é o relacionamento certo em todas as esferas da vida.
A falta de paz, está associada com o medo. A genuína Paz lança fora todo o medo. Medo das circunstâncias, medo do futuro, e não por último, medo de perder o controle da situação. “Uma das maiores fontes de ansiedade para o ser humano é o desejo de controlar a realidade. Geralmente tendemos a querer que as coisas se manifestem exatamente da maneira que desejamos ou consideramos ideal. Ocorre que, muitas vezes, tentamos forçar os acontecimentos ou entramos num estado de ansiedade e medo, temendo que eles não se concretizem. O controle, aliás, é um dos aspectos do medo, pois queremos manipular as variáveis de uma situação por recearmos que ela se desenvolva da maneira que gostaríamos. Este comportamento, geralmente, se deve ao fato de que somos ensinados, desde pequenos, a "fazer coisas acontecerem".   O mundo nos cobra uma ação permanente, afirmando que, somente os que correm atrás é que conseguem sair vencedores.Este ensinamento carrega em si a ilusão da onipotência, pois considera que a vida é tecida somente por nossos desejos.“ (registro de um colega).
A ausência de paz implica também em que vivemos cansados! Um dos sinais dos tempos atuais, é estarmos, quase sempre, muito cansados; cansados de se esforçar para assegurar uma vida digna, de lutar por um lugar ao sol, e cansados de esperar, ansiosamente, por um resultado que não chega; é fácil observar nos noticiários, provas de que este é um mal que acomete generalizadamente, mesmo  pessoas muito abastadas de riquezas materiais, mas que padecem igualmente da falta de paz, que não se pode comprar.
Paz é também o termo para o relacionamento certo entre o homem e Deus, e sua ausência constitui-se na verdade, na raiz de todo medo e cansaço existencial. A Paz é o dom = presente de Jesus Cristo. Quando ressuscitou, sua saudação foi: “Paz seja convosco”; e quando voltou aos Céus, sua última vontade e testamento foi: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Esta paz genuína, que enseja  relacionamentos certos em todas as esferas da vida, e, que traz descanso e refrigério para a alma, Deus abre a Sua mão e a dá abundantemente à todos que verdadeiramente O amam.

sábado, 7 de julho de 2012

MUITO ALÉM DE CRENÇAS, UMA VIDA COM PROPÓSITO



Aquilo que dá sentido à vida, e que por isso trago na memória, por me dar esperança que se renova a cada instante:
Deus criou todas as coisas – inclusive Anjos, e os homens - com um propósito geral: agradar a Seu Filho, Jesus Cristo, que também é Deus ; “Porque dEle, e por ele, e para Ele são todas as coisas”.
O propósito específico de Deus ao criar o homem - Deus, o nosso Criador, é o único que pode nos dizer para que foi que Ele nos fez. Somente Ele tem a resposta certa sobre o verdadeiro sentido da nossa vida. E, a Bíblia, que é a palavra de Deus revelada ao homem, nos diz que fomos criados com o propósito de sermos companheiros de Deus. Por isso o ser humano foi formado à semelhança de Deus, dotado de capacidade de raciocinar, de sentir e de expressar emoções, e, de agir voluntariamente. Essas características é que possibilitam ao homem estabelecer uma relação pessoal com o seu criador.
Somos dotados de natureza moral e livre arbítrio - cada homem está sujeito, a todo momento, a diversos conjuntos de leis (da Fisica, da Química, da Biologia, etc), ditas determinísticas, ou de causa e efeito; mas há também uma lei apenas, à qual pode desobedecer livremente; ou seja, o homem não pode desobedecer às leis que compartilha com outras coisas, mas à lei que é peculiar à sua natureza humana, à lei que não compartilha nem com os animais, nem com os vegetais, nem com os seres inorgânicos, a essa Lei   pode  desobedecer, se assim o quiser. Essa lei opera com base na persuasão, e, é chamada Lei Moral, ou Regra do Certo e do Errado, ou Lei Natural, porque se pensava que todos a conheciam por natureza e não precisava aprendê-la (C.S. Lewis).
Pelo livre arbítrio, um dia o homem resolveu viver fora deste propósito, longe de Deus. Influenciado por uma idéia diabólica, o coração humano se encheu de uma vaidade egoísta – o desejo de reinar sobre a sua própria existência, rejeitando, assim, o senhorio divino sobre a sua vida. Essa rebeldia contra o Criador é o pecado que desgraçou a raça humana. O pecado separou o homem de Deus,o que a Biblia chama de morte espiritual, ensejando, na sequência, a  morte física; e, fez com que ele perdesse a razão de existir.
O Plano de resgate (da Salvação) tem como ponto focal a vida, e a obra de JESUS - Jesus que é Deus eterno, por amor a nós, tornou-se homem; sua vida foi perfeita e irrepreensível; sua obra foi tremenda e grandiosa; morreu pelos nossos pecados; ressuscitou; foi exaltado à direita de Deus; e, voltará para reinar conosco pela eternidade. A essência dos Evangelhos é anunciar a vinda do Nosso Senhor Jesus Cristo como uma dádiva de Deus, um presente que nos foi dado, e desde então tudo que Ele conquistou na Terra é direito nosso, é nossa herança.
O desdobramento do propósito de Deus - Ele nos criou e salvou visando um fim, uma meta ou propósito, que é: DEUS será Pai de muitos filhos; JESUS será o primogênito entre muitos irmãos; NÓS seremos filhos de Deus e irmãos de Jesus Cristo, segundo a Sua semelhança.O propósito final de Deus não se resume, assim, em ser salvador, ou criador, mas destaca Sua paternidade.  Esta semelhança só é possível por uma metanóia (mudança radical de vida) em que o nosso espírito é conformado à semelhança de Jesus Cristo, passando a viver em intimidade com o Espírito Santo. Esta metanóia tem como marco o sopro sobrenatural do Espírito Santo, gerando a Nova Vida, assim como, no princípio, Deus soprou o alento de vida no Homem. O poder para cumprir o propósito eterno de Deus é então a Nova Vida gerada por Cristo em cada um que é salvo - “Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Apostolo Paulo). Aqui o mistério da Trindade divina, a ser vivenciado pela fé, e que ultrapassa as limitações do nosso juízo racional: só se pode conhecer Deus, que é espírito, desta forma, pela mediação de Jesus Cristo; e, o conhecimento de Jesus Cristo como Deus, só pode ser revelado pelo Espírito Santo, que em nós passa a habitar.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

AMIGOS,REDES SOCIAIS, E BLOGS, FONTES RENOVÁVEIS DE ALEGRIA



Antes das honras e das conquistas o amigo está conosco.O amigo sabe quem a gente é. O amigo sabe o nível das batalhas que nós temos... O amigo está lá quando a dor é violenta... O amigo fica junto e permanece ... “ Assim nos relembra a sempre inspirada cantora cristã,  Ludmila Ferber, em sua canção “O poder de uma aliança”. A esta referencia, acrescentamos: o amigo é o irmão cujos laços se formam por escolha mútua, de corações fraternos. Transcende ao conhecimento e ao mero companheirismo circunstancial, mais ou menos impessoal, tão comum, e que se impõe por força da convivência quotidiana. Alguém já definiu amizade “como um relacionamento humano que envolve o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade. Estão envolvidas: a tendência de desejar o melhor para o outro, simpatia e empatia, e honestidade. Faz parte da amizade não exacerbar os defeitos do outro e dividir os bons e maus momentos. Os amigos evitam ser sufocantes ao outro para que haja respeito nos direitos deste. Carl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada um como realmente ele é". A amizade genuína requer tempo, esforço e trabalho para ser mantida”.
UMA CURTA HISTÓRIA: Leon Tolstoi, o grande escritor e crítico social russo do século 19, foi abordado por um mendigo que lhe pediu algumas moedas. Com lágrimas nos olhos, Tolstoi respondeu: “Meu irmão, dói-me profundamente dizer que nada tenho para lhe dar”. O pobre homem respondeu sem hesitar: “Mas você já me deu mais do que qualquer outra pessoa: você já me deu mais do que qualquer outra pessoa: você me chamou de “seu irmão”.
FÁBULA do urso e dos viajantes – “Dois viajantes encontraram um urso na estrada. O primeiro subiu numa árvore e se escondeu. O outro, apavorado, resolveu se jogar no chão e se fingir de morto. O animal chegou perto, cheirou as orelhas dele e foi embora. (Dizem que um urso não mexe com está morto). O que estava na árvore desceu e perguntou ao companheiro o que é que o urso tinha cochichado. – Ele me disse para não viajar mais com quem abandona os amigos na hora do perigo. É na dificuldade que se prova a amizade.” (Esopo)
O QUE DIZ A CIÊNCIA: “Quando o assunto é o coração humano, dizem os cientistas, existem pelo menos três grandes sistemas cerebrais independentes, mas correlacionados, cada um deles nos estimulando a seu modo. Para desvendar os mistérios do amor, a neurociência faz uma distinção entre as redes neurais referentes a apego, cuidados e sexo. Cada uma delas é abastecida por um conjunto diferente de substâncias químicas cerebrais e hormônios, e cada qual percorre um circuito neuronal diferente. Cada qual acrescenta um tempero químico próprio às muitas variedades do amor. O apego determina quem procuramos em busca de socorro; são as pessoas de quem mais sentimos falta quando ausentes. O cuidado nos dá o impulso de cuidar das pessoas com as quais mais nos preocupamos. Quando há apego, há união: quando cuidamos de alguém, estamos suprindo suas necessidades” (GOLEMAN).
O PAPEL DAS REDES SOCIAIS: Normalmente o meio em que se desenvolve uma amizade, implica em convivência, ainda que por um pouco de tempo. Mais recentemente, tem-se estabelecido e/ou fortalecidas, também amizades a distância, suportadas, desde a correspondência, até os skypes e afins, na atualidade. Neste contexto, ressalta-se o papel das redes sociais, enquanto “estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns”, como um veículo particularmente oportuno e atual de fomento da amizade. A assim chamada amizade por correspondência, e sua versão século XXI, a amizade virtual, são então, relacionamentos entre pessoas que se comunicam mesmo à distância, e desenvolvem entre si, sentimentos idênticos ao de uma amizade tradicional, sem de fato terem se conhecido pessoalmente; ou quando muito, se encontraram raramente. Jóia da tecnologia contemporânea, a internet e suas aplicações afins, nos proporcionam doravante uma alternativa para ampliar e consolidar vínculos de amizade com o conforto cada vez mais buscado na sociedade moderna. Neste contexto destacamos os blogs, como uma nova possibilidade de conhecer e, de fazer-se mais conhecido, de ampliar horizontes através do universo dos sites, a começar pelos pessoais, de amigos, até os institucionais mais variados. O blog é assim utilizado como um diário eletrônico, ensejando registro de lições de vida, de momentos alegres ou graves, e, evetualmente, de compartilhamento de percepções e trocas do saber assimilado, com o gostinho das contribuições personalizadas dos amigos. Neste ínterim, são tantos insights oportunos, e a visão compartilhada de tantas nuances do saber e do viver, que ocorre-nos a tentação de ficar-se adicto destas fontes.
BLOGS DOS AMIGOS: Com apoio então das redes sociais e dos blogs, doravante já posso recuperar os contatos e reforçar os laços de amizade - antigos amigos de infância, e da juventude, da vizinhança e do Colégio, da Faculdade, do trabalho e da Igreja - atualmente distantes geograficamente, sendo estes, certamente um dos maiores patrimônios da terceira idade, a saber, a possibilidade de ter-se uma extensa rede de amigos. Por oportuno, e a título de ilustração registro os seguintes sites de amigos que já constam em minha lista de favoritos:
 http://depaulaohistoriador.blogspot.com.br/ de Nelson de Paula, historiador por formação, e cantor sacro;
http://logos-ergon-trope.blogspot.com.br/, do Prof Roberto Avillez ,engenheiro por formação, cientista por ocupação, e poeta cristão por vocação;
http://marluzis.blogspot.com/  de Marluci colega de trabalho, ao tempo em que estava na ativa, amante do belo, e fotógrafa especializada em flashs da alegria de viver; http://www.falecomoheadhunter.blogspot.com.br/ de Aristides Girardi , exemplo de perseverança e profissionalismo ético, em dia com as atualidades no mercado de trabalho;
http://carlosorlandijr.blogspot.com.br/ meditações do meu pastor Carlos Orlandi Jr, e http://www.decoracaoacoracao.com.br/ mensagens inspiradas sob coordenação dos irmãos Nanny e Winston;
http://cslewis.com.br/cursos/ da amiga e professora, com especialização na obra de C.S.Lewis, Dra. Gabrielle Gregersen;
E muitos outros sites afins, inclusive  institucionais; quanta riqueza compartilhada! Por tudo isto particularmente, me considero um privilegiado, não obstante ainda permanecer no estágio de aprendiz de blogueiro.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

+ QUE ORAR PARA VIVER é VIVER PARA ORAR +




A Biblia nos diz que fomos criados com o propósito de sermos companheiros de Deus. Ora, em qualquer relação de companheirismo, uma das condições básicas é a capacidade de podermos falar livremente, uns com os outros. No relacionamento com Deus, isto ocorre sobretudo na forma de  oração. Segundo o dicionário popular, “Oração é um ato religioso que visa ativar uma ligação, uma conversa, um pedido, um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento ou ainda um ato de louvor diante de Deus. A oração (na crença cristã), é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com um Deus (que além de transcendente é também pessoal), e, durante o qual,  a pessoa louva, agradece, intercede pela vida de outro, pede bênçãos para  ele ou para outrem, e através desta comunicação pode desfrutar da presença de Deus . O propósito da oração seria então, o de obter para si mesmo e/ou para os outros, bênçãos e graças que Deus já estaria disposto a conceder, mas que deveriam ser solicitadas para serem obtidas.”
Assim no relacionamento com Deus, a oração deveria traduzir esta liberdade e alegria de comunicação, que caracteriza uma relação de amizade, e, que nos enseja vivenciar, então, todas as esferas da oração, ou mais mentalmente pensando em Deus, ou mais  emocionalmente amando a Deus.
Comumente, nós cristãos, temos concentrado nossas orações em pedidos dirigidos a Deus - por mediação de Jesus Cristo - no sentido de nos conceder a graça de viver bem, em paz, gozando de saúde, e desfrutando dos prazeres de uma vida saudável.
Destacamos aqui entretanto uma outra faculdade da oração, que é o privilégio de orar para que Deus faça a Sua vontade. Sua importância é acentuada se considerarmos que, assim, Deus aguarda que peçamos aquilo que Ele já deseja fazer:”Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos Céus.Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. Comentando o assunto, Watchman Nee, destaca: “Podemos afirmar que esse é o seu princípio da ação. Desde a criação, Seu grande plano é agir em cooperação com o homem. Assim se define este serviço da oração: É Deus dizendo o que Ele deseja fazer, de modo que dois ou mais possam orar, expressando a vontade dEle. Tal oração não é pedir que Deus faça o que nós queremos, mas pedir-lhe que faça o que Ele já deseja fazer. Uma das condições  para que isso seja feito é harmonia (se dois de vós..., não é oração individual); eles precisam concordar, ou seja, precisam estar em harmonia, em plena unidade, como uma sinfonia executada por instrumentos musicais. E, outra condição é que essa harmonia não é um concordância momentânea a respeito de um determinado pedido, mas, antes,  precisa que as duas pessoas estejam sob o domínio do Espírito Santo. Isso quer dizer que sou levado por Deus a um ponto em que nego todos os meus desejos e quero somente o que o Senhor quer; uma outra pessoa, da mesma forma; e, eu e ela, ambos somos levados a um ponto em que há harmonia tal como a que existe na música.”
Certamente que a perspectiva de compartilhar de uma amizade tão ímpar é fonte de anseio por comunhão (ensejando ainda confiança e paz, quanto ao atendimento de  nossas necessidades); e, a possibilidade de ser habilitado para cooperar na consecução da vontade de Deus, é também fonte verdadeira de significado e transcedência, que, juntamente com a comunhão são os três anseios básicos de todo homem.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O HOMEM, QUEM ELE É? - 2



Na 1ª parte publiquei alguns modelos que ajudam a compreender quem somos; como tal, são antes, tentativas de representação de uma realidade complexa, passíveis portanto de aperfeiçoamentos, ou mesmo substituição por novos modelos que venham a se mostrar mais úteis neste propósito. Nesta oportunidade, desejo registrar minhas crenças afins, naturalmente objeto de fé.
SOMOS CRIAÇÃO DE DEUS: Segundo a Biblia, Deus uniu o espírito, semelhante a Ele, com coisas materiais (“pó da terra”), criando algo novo, o ser humano. Não sabemos que tipo de criaturas Deus pode ter criado nos recantos longínquos deste universo, ou se criou outros mundos, em outras dimensões que, para nós, podem ser inimagináveis. E o homem passou a ser alma vivente; alma em grego é psyché, psique, isto é, a nossa parte psicológica. O homem tem, assim, duas partes principais: a material e a imaterial. Quanto à constituição da parte imaterial tem-se duas interpretações possíveis: alma/espírito como uma só coisa, e alma e espírito como duas dimensões distintas, sendo o espírito a esfera da comunhão com Deus. Neste contexto, o corpo, que é a nossa parte material, através dos sentidos, recebe “impressões”, isto é, informações que vêm do mundo físico e são levadas para a alma. E, na contramão, o corpo influencia o mundo ao nosso redor por meio de nossas “expressões”. Este homem, assim criado, gozava da comunhão com Deus, seu Criador. Não obstante ele quebrou esta comunhão, situação que a Biblia chama de “pecado original”, e, que ensejou a condição do homem estar doravante, separado de Deus;  posteriormente esta comunhão foi restaurada através de Jesus Cristo, que é Deus. Carnal, isto é, estar na carne, se refere a este estado do homem separado de Deus, vivendo unicamente por conta própria. O projeto original era, assim, da alma em comunhão com Deus, regendo o corpo, através da vontade, do intelecto e das emoções. Um termo afim, coração diz respeito à personalidade, caráter, ou vida interior do homem.
DEUS DOTOU-NOS DE DUAS CAPACIDADES/HABILIDADES: “Capacidade de percepção, ou entendimento, para discernir, ver e julgar; e, Capacidade de inclinação, na direção do que vê ou avalia; tanto pode ser de inclinação para aceitar, quanto para rejeitar o que viu. A palavra “afeição” refere-se à maneira em que algo nos afeta. E isto pode proceder de duas fontes: Deus, ou “nossa carne”. Na verdade, a apreciação ou inclinação da alma em direção a alguma coisa, caso seja intensa e vigorosa, é o que chamamos de afetos de amor, e o mesmo grau de rejeição e desaprovação é o que chamamos de afetos de ódio. São os afetos que motivam – dão sabor e colorido – aos atos humanos. A natureza humana é preguiçosa, a não ser que seja influenciada por afetos como amor, ódio, desejo, esperança e medo. Essas emoções são como fontes que nos colocam em movimento em todos os aspectos e ocupações da vida. Se fossem retirados, o mundo acabaria imóvel e morto. Os afetos motivarão a alma a buscar e a se apegar ao que vê, ou a afastar a alma e se opor o que viu. Amor, desejo, esperança, alegria, gratidão satisfação motivam a alma. Ódio, medo, raiva e sofrimento a se afastar. Alguns afetos são a mistura de duas reações”. (Jonathan Edwards).
NOSSA NATUREZA MORAL E O LIVRE ARBÍTRIO (de “Cristianismo Simples”, C.S. Lewis) O que distingue, essencialmente, o homem dos demais animais é a sua dimensão moral. No mundo, tudo se acha sob o domínio das Leis Físicas, e, exclusivamente o ser humano está sujeito ainda a uma outra Lei,  a Moral, ou Lei da natureza Humana, ou Regra do Certo e do Errado, mas, com uma grande diferença: um corpo material não pode escolher se obedece ou não à lei da gravidade, ao passo que o homem pode escolher se obedece, ou não, à lei da natureza Humana. A Lei Moral opera apenas na área do livre-arbítrio, e de tudo que decorre do livre-arbítrio. Quando se trata de seres humanos existem então, os fatos (o modo como os homens procedem na prática,) e existe algo mais, (o modo como poderiam proceder). É a Lei da inteligência, da liberdade, da escolha responsável. Opera com base na persuasão, e não na correção. Ela não obriga ninguém a nada, mas apresenta, à razão humana, os valores que devem ser preferidos, e as conseqüências das opões feitas. Ela opera através de motivações e governa por meio da razão.
Obs.  Pontos de vista sobre a moral do homem: perspectiva humanista (veio na onda do Iluminismo do século XVIII) – o homem é intrinsecamente bom, e tudo que precisa é ser ensinado;  perspectiva freudiana – faz dos instintos a base da nossa personalidade (sexo, fome, segurança e prazer são pressões que nos moldam); perspectiva materialista – o homem é produto do seu meio, e, nasce como uma tabula rasa, capaz de ser totalmente moldado pela sociedade em que vive; perspectiva cristã – o homem foi criado bom, fez uma opção equivocada, de independizar-se de Deus,  tornando-se doravante, por natureza, intrinsecamente propenso para o mal.
QUEM SOU EU ?  (Poema escrito dentro da prisão, de Dietrich BONHOEFFER, pastor, profeta que teve a coragem de denunciar e alertar sobre o perigo nazista que a tudo encobria; condenado à morte, suas palavras de despedida foram: “este é o fim, mas para mim é o começo da vida”).
Quem sou eu? Seguidamente me dizem
Que saio da minha cela
Tão sereno, alegre e firme
Qual dono de um castelo.
Quem sou eu? Seguidamente me dizem
Que da maneira como falo
Aos guardas, tão livremente,
Como amigo e com clareza
Parece que esteja mandando.
Quem sou eu? Também me dizem
Que suporto os dias do infortúnio
Impassível, sorridente e com orgulho
Como um que se acostumou a vencer.
Sou mesmo o que os outros dizem de mim?
Ou apenas sou o que sei de mim mesmo?
Inquieto, saudoso, doente,
Como um passarinho na gaiola,
Sempre lutando por ar, como se me sufocassem,
Faminto de cores, de flores, às vezes de pássaros.
Sedento por palavras boas, por proximidade humana,
Tremendo de ira a respeito da arbitrariedade e ofensa mesquinha.
Nervoso na espera de grandes coisas,
Em angústia impotente pela sorte de amigos distantes,
Cansado e vazio até para orar, para pensar, para produzir,
Desanimado e pronto para me despedir de tudo?
Quem sou eu? Este ou aquele?
Sou hoje este e amanhã um outro?
Sou porventura tudo ao mesmo tempo?
Perante os homens um hipócrita?
E um covarde, miserável diante de mim mesmo?
Ou será que aquilo que ainda em mim perdura,
Seja como um exército em derradeira fuga,
À vista da vitória já ganha?
Quem sou eu?
À própria pergunta nesta solidão,
De mim parece pretender zombar.
Quem quer que sempre eu seja,
Tu me conheces, oh, meu Deus,
Sou TEU.

domingo, 22 de abril de 2012

O HOMEM, QUEM ELE É ? - 1




SEIS ASPECTOS QUE, JUNTOS E INSEPARÁVEIS, E, EM INTERAÇÃO, COMPÕEM A “NATUREZA HUMANA: Pensamento (imagens, conceitos, julgamentos, conclusões) + Sentimentos (sensação, emoção) = Mente + Vontade (coração, escolha , decisão, caráter)= Alma (fator que integra os aspectos anteriores para formar uma vida) + Corpo (ação, interação com o mundo físico)= Ser Humano + Contexto social (relações pessoais e estruturais com os outros) = Pessoa completa. Pensamentos , sentimentos, corpo, contexto social, produzem impressões sobre a Vontade e a Alma. A Vontade e a Alma  por sua vez, produzem expressões na forma de ações. Mente é um termo psicológico, enquanto que cérebro é um termo fisiológico. É ao intelecto que o homem deve a sua faculdade de julgar, recordar, imaginar e raciocinar. Pensamento e Sentimento caminham sempre juntos. O pensamento traz coisas à mente de vários modos (incluindo a percepção e a imaginação); é o que permite à vontade (ou espírito) explorar além dos limites imediatos do meio em que vivemos e das percepções dos sentidos. A faculdade da emoção é o instrumento para os nossos gostos e antipatias. Nossa emoção produz dor, prazer, alegria, felicidade, animação, agitação, júbilo, estímulo, desalento, tristeza, pesar, melancolia, miséria, lamento, abatimento, ansiedade, zelo, frieza, afeição, aspiração, ambição, compaixão, bondade, preferência, interesse, expectação, orgulho, temor, remorso, ódio, etc. A vida no todo parece revolver grandemente ao redor dos  impulsos da emoção. Qualquer falta dela tornará o homem tão insensível como pedra. As várias expressões da vida emocional podem ser grupadas de três maneiras: emoções de afeição, emoções de desejo, e emoções de sentimento. A Vontade é o instrumento para nossas decisões e revela nosso poder de escolha. Ela manifesta nossa disposição ou indisposição: queremos ou não queremos. Sem ela o homem é reduzido a um autômato. A vontade de um homem pode ser tomada como seu verdadeiro ego, pois ela realmente o representa. Ela age pelo homem inteiro. Nossa emoção expressa simplesmente como sentimos; nossa mente apenas diz o que pensamos; mas nossa vontade comunica aquilo que queremos. Caráter é uma vontade relativamente constante.
MODELOS DA PSICOLOGIA. Estrutura da personalidade: psique; ego; consciência; inconsciente pessoal;  inconsciente coletivo. Freud (Ego-Id-Superego), e Jung (Arquétipos) elaboraram modelos, que destacam, além da nossa consciência, considerada apenas a ponta do iceberg da nossa psique, nosso inconsciente pessoal (Freud), e coletivo (Jung). Psique é como é como se denomina a personalidade como um todo, e, compreende tanto o campo da consciência quanto o inconsciente. O Ego confunde-se com a Vontade; é o centro da consciência, o sujeito de todas as adaptações do indivíduo ao meio, dos atos pessoais da consciência; compõe-se de percepções conscientes, recordações, pensamentos e sentimentos. É o vigia da consciência: a menos que o ego reconheça a presença de uma idéia, de um sentimento, de uma lembrança ou de uma percepção, nada disto pode chegar à consciência. É adquirido empiricamente durante a vida, e, se estrutura a partir do inconsciente, diferenciando-se e sempre se modificando no decorrer da vida, e,  jamais é um produto acabado. No dia-a-dia vemo-nos sujeitos a um grande número de experiências, a maioria das quais não se tornam conscientes porque o Ego as elimina antes que atinjam a consciência, pelo que o Ego fornece à personalidade identidade e continuidade. É graças ao Ego que sentimos hoje sermos a mesma pessoa de ontem.  A Consciencia é a única parte da mente conhecida diretamente pelo indivíduo; esta percepção consciente cresce diariamente por força da aplicação das 4 funções mentais pelas quais nos orientamos: uma que nos assegure de que algo está aqui (sensação); uma que estabeleça o que é (pensamento); uma que declare se isto nos é ou não apropriado, se queremos aceitá-lo ou não (sentimentos);e uma que indique de onde isto veio e para onde vai (intuição). Estas  funções mentais, combinam-se com 2 atitudes que determinam a orientação da mente consciente:  extroversão e introversão; a atitude extrovertida orienta a consciência pelo mundo externo, objetivo; a atitude introvertida orienta a consciência para o mundo interior, subjetivo. Destas combinações de funções com as atitudes, tem-se então os oito Tipos Psicológicos. O inconsciente pessoal diz respeito ao que acontece às experiências que não obtêm a aceitação do Ego; elas não desaparecem da psique, porque nada do que foi experimentado deixa de existir. Ficam, pelo contrário, armazenadas no que se denominou de inconsciente pessoal. A maior parte dos conteúdos  do inconsciente pessoal, são então os conteúdos rejeitados pela consciência, ao longo da vida pessoal de cada um. Este impedimento da consciência se dá através dos Mecanismos de Defesa, dos quais a Repressão é um exemplo. O inconsciente pessoal desempenha ainda um papel importante na produção dos sonhos. Jung concebe além do inconsciente pessoal, um substrato inconsciente mais profundo, que é comum a todos os seres humanos, que chamou de inconsciente coletivo.  No nosso processo de crescimento, herdamos padrões de estruturação da personalidade, nas diferentes fases da vida: a infância, a adolescência, relação conjugal, velhice, preparação para a morte. A estes padrões chamou de Arquétipos. Dentro do inconsciente há, assim, estruturas psíquicas, ou arquétipos, que são formas sem conteúdo próprio, que servem para organizar ou canalizar o material psicológico. A personalidade total ou psique, compõe-se assim de vários sistemas isolados, mas que atuam uns sobre os outros. Em vista de sua extensão interminável, o inconsciente, poderia ser comparado ao mar, e o consciente seria apenas uma ilha que se erguesse sobre o mar.
SUB-CONSCIENTE, NOSSO BANCO DE MEMÓRIA. O subconsciente ou o inconsciente é a área da alma onde cada experiência que a pessoa teve é armazenada em banco de memória como os computadores. Tudo que vimos, sentimos e percebemos desde o momento de nossa concepção até ao presente está ali. Na comparação da mente com um iceberg, a ponta que está de fora é a parte consciente, e tudo o mais, submerso é o inconsciente. A mente subconsciente tem muitas recordações doloridas, e muitas respostas do passado são reproduzidas no presente quando  alguém nos toca uma ferida psicológica. O subconsciente motiva nossas ações assim como a propaganda subliminar pode, sem que o percebamos, afetar nosso comportamento.
CONSCIENTE/ PRÉ-CONSCIENTE/ EU PROFUNDO. Josep Otón Catalán,  assim elabora sobre o assunto: “Na superfície de nossa personalidade está o consciente. É a parte de nós que atua e se expressa; mas o que diz e faz é variável. Suas decisões são provisórias. Muda com muita facilidade. É uma realidade efêmera e conjuntural. Alternam-se estados de ânimo contraditórios. Nossa atuação visível esconde uma realidade mais profunda, o pré-consciente. É a parte de nossa personalidade que dirige o consciente. É fruto da formação que recebemos. Quando nascemos era uma “tabula rasa”. Foi-se definindo ao longo de nossa existência. Nesse estão todos os condicionamentos que definem nossa personalidade caleidoscópica. O pré-consciente não é único. Em seu interior se encontram tendências contrapostas, frutos de concepções diferentes da realidade. Essas tendências lutam para poder dirigir o consciente. Nosso comportamento observável é o resultado do contato pré-consciente com a realidade. Os traços de nossa personalidade, aquilo que acreditamos ser, é a adaptação do pré-consciente ao meio em que está inserido. Agimos em função do pré-consciente.  No entanto, nós não somos nosso pré-consciente, ainda que nosso comportamento dependa dele. Há uma realidade ainda mais profunda e mais autêntica em nós. O consciente é a fachada do edifício; o pré-consciente a estrutura; e o eu profundo é o cimento. “
FENOMENOLOGIA DO HOMEM. Batista Mondim, em seu livroO homem quem ele é? “ faz uma abordagem do fenômeno humano sob os pontos de vista mais importantes, procurando ver antes de mais nada o que ele é: corporeidade, conhecimento, vontade-liberdade-amor, linguagem, sociabilidade, cultura, trabalho, jogo e religião (dimensões de homo somaticus, vivens, sapiens, volens, loquens, socialis, culturalis, faber, ludens, e religiosus).