sábado, 22 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL DO ESPÍRITO X AUTOCONFIANÇA EXARCEBADA
Corpo e alma – o mistério da vida. Aristóteles foi o primeiro a tentar explicar as características
próprias de todo ser vivo. Segundo ele, todo ser vivo possui uma alma que é a causa
pela qual esse ser vai mudando ou se movendo sem causa exterior aparente... Um
ser vivo parece comportar-se movido por uma causa interior, a alma, responsável
pelo crescimento, pela tendência à reprodução e até pelo pensamento. A alma
seria como o projeto interior que orientaria um copo para que se desenvolva num
sentido ou em outro. (a palavra “alma” vem do latim anima, que significa
“princípio vital”, isto é, o que faz com
que um corpo esteja animado). Descartes, diversamente do que pensava Aristoteles,
distingue claramente a alma e o corpo. As funções deste último são o resultado
de um funcionamento puramente mecânico e material. O comportamento dos seres
vivos está determinado por um mecanismo definido pelas leis da física. A
originalidade dos seres vivos já não se distingue da do resto do mundo
material. Se aceitamos o modelo animal-máquina de Descartes, somente as funções
superiores e abstratas da alma, como a linguagem ou o pensamento, mantêm o ser
humano no topo da escala da vida. Na sequência destes pensadores, pode se dizer que o ser humano jamais considerou que sua vida
dependia exclusivamente das leis da natureza. De fato, admitir que estamos determinados
somente pelas leis do funcionamento da matéria, mesmo que seja da matéria
orgânica, seria renunciar a nos considerarmos seres conscientes e livres para
decidir nosso destino. ( Atlas básico de filosofia)
Carnal e Espiritual. Em
termos religiosos considera-se carnal o ser humano fechado em si mesmo, sem
abertura para Deus. Espiritual significa o ser humano enquanto aberto para
Deus.
Com esta introdução, a
questão que desejamos refletir agora, diz respeito à duas rotas de
desenvolvimento do homem:
1.
Da extrema dependência à autoconfiança exarcebada. Costuma-se sumarizar este desenvolvimento,
dizendo-se que o homem nasce em condições de extrema dependência, dos demais -
em particular, de seus pais - e ao longo da vida adquire mais e mais
independência, que, numa forma distorcida, manifesta-se através de um extremo
egoísmo, enquanto manipulador de tudo e de todos à sua volta, em aparente
benefício próprio, atenuado às vezes, apenas em relação aos parentes próximos. Aqui
podemos ter o exemplo acabado do homem carnal.
2.
Desenvolvimento sustentável do espírito. Haroldo Walker, editor da revista Impacto, em sua edição de
setembro/outubro 2008, num artigo com este título assim comenta: “Pensamos que podemos nos virar bem com a
própria experiência, sabedoria e estratégias. Por isso, apenas quando as coisa
começam a sair do controle, e entramos em pânico, achamos o tempo e o desespero
para clamar por socorro (a Deus)... Conhecemos
muito bem as necessidades, as dores e os desejos do corpo e convivemos
constantemente com os sentimentos, as motivações e as reflexões da alma – mas, quantos conhecem a voz do próprio espírito?
Por ser algo mais invisível e intangível, muitas vezes o espírito também passa
a ser inaudível “. E, em consonância com a expressão corrente de
desenvolvimento sustentável, que descreve a estratégia que visa conciliar a
produtividade econômica com a conservação do meio ambiente, ele propõe então
uma rota de “desenvolvimento sustentável do espírito”, evitando-se os extremos:
“não precisamos ser reclusos super-espirituais,
mas também não precisamos ser cristãos materialistas”. E, cita Henri
Nouwen, no livro “Espaço para Deus”: “Jesus
não reage ao nosso estilo de vida cheio de preocupação dizendo que não
deveríamos estar tão ocupados com afazeres terrenos... nem sugere que nos afastemos
de nossos envolvimentos para viver vidas calmas, tranqüilas e retiradas das
lutas do mundo... Jesus não quer de forma alguma que deixemos nosso mundo de
muitas facetas. Antes, quer que vivamos nele, mas firmemente arraigados no
centro de todas as coisas. Jesus não fala sobre uma mudança de atividades, uma
mudança de contratos, ou até de uma mudança de ritmo. Ele fala sobre uma
mudança de coração”. Certamente que este enfoque evidencia o reconhecimento
de nossa dependência básica de Deus (por oposição à autosuficiência), a par de
nosso engajamento nos desafios do dia-a-dia; aqui temos uma caracterização do
desenvolvimento sustentável do espírito.
domingo, 5 de agosto de 2012
ANSIAMOS POR VIVER EM PAZ !
Conta-se, que num
concurso para escolher uma pintura que simbolizasse a paz, os quadros convencionais retratando uma “pomba da paz”, foram preteridos pela
seleção de um quadro que mostrava um ninho de passarinho preso aos galhos de
uma árvore, que se projetava sobre uma grande cachoeira. E a justificativa foi que,
a verdadeira paz, não depende das circunstâncias favoráveis, sendo possível se
viver em paz, mesmo em meio a um ambiente atemorizador.
Paz,
comumente, tem o
significado restrito de ausência de guerra e de problemas. No pensamento
hebraico contudo “paz= shalom”, é
algo muito mais positivo e abrangente; é tudo quanto contribui para o sumo bem
do homem. Paz é a tradução do grego “Eirene”,
e envolve tudo quanto constitui o repouso, o contentamento e a verdadeira
felicidade do coração. Descreve a serenidade, a tranqüilidade, o perfeito
contentamento da vida totalmente feliz e segura. Eirene é a palavra para descrever a perfeição dos relacionamentos,
da amizade humana. Paz é, então, o relacionamento certo entre as Nações, entre
grupos de pessoas; é o
relacionamento certo em todas as esferas da vida.
A
falta de paz, está associada com o medo. A genuína Paz lança fora todo o medo. Medo das
circunstâncias, medo do futuro, e não por último, medo de perder o controle da
situação. “Uma das maiores fontes de
ansiedade para o ser humano é o desejo de controlar a realidade. Geralmente
tendemos a querer que as coisas se manifestem exatamente da maneira que
desejamos ou consideramos ideal. Ocorre que, muitas vezes, tentamos forçar os
acontecimentos ou entramos num estado de ansiedade e medo, temendo que eles não
se concretizem. O controle, aliás, é um dos aspectos do medo, pois queremos
manipular as variáveis de uma situação por recearmos que ela se desenvolva da
maneira que gostaríamos. Este comportamento, geralmente, se deve ao fato de que
somos ensinados, desde pequenos, a "fazer coisas acontecerem". O mundo nos cobra uma ação permanente,
afirmando que, somente os que correm atrás é que conseguem sair vencedores.Este
ensinamento carrega em si a ilusão da onipotência, pois considera que a vida é
tecida somente por nossos desejos.“ (registro de um colega).
A
ausência de paz implica também em que vivemos cansados! Um dos sinais dos tempos atuais, é
estarmos, quase sempre, muito cansados; cansados de se esforçar para assegurar
uma vida digna, de lutar por um lugar ao sol, e cansados de esperar,
ansiosamente, por um resultado que não chega; é fácil observar nos noticiários,
provas de que este é um mal que acomete generalizadamente, mesmo pessoas muito abastadas de riquezas materiais,
mas que padecem igualmente da falta de paz, que não se pode comprar.
Paz
é também o termo para o relacionamento certo entre o homem e Deus, e sua ausência constitui-se na
verdade, na raiz de todo medo e cansaço existencial. A Paz é o dom = presente de Jesus Cristo. Quando ressuscitou, sua saudação
foi: “Paz seja convosco”; e quando
voltou aos Céus, sua última vontade e testamento foi: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou”. Esta paz genuína, que enseja
relacionamentos certos em todas as
esferas da vida, e, que traz descanso e refrigério para a alma, Deus abre a Sua
mão e a dá abundantemente à todos que verdadeiramente O amam.
sábado, 7 de julho de 2012
MUITO ALÉM DE CRENÇAS, UMA VIDA COM PROPÓSITO
Aquilo que dá sentido à vida, e que por isso trago na memória,
por me dar esperança que se renova a cada instante:
Deus criou
todas as coisas – inclusive Anjos, e os homens - com um propósito geral:
agradar a Seu Filho, Jesus Cristo, que também é Deus ; “Porque dEle, e por ele, e
para Ele são todas as coisas”.
O propósito
específico de Deus ao criar o homem - Deus, o nosso Criador, é o único que pode nos dizer para que foi
que Ele nos fez. Somente Ele tem a resposta certa sobre o verdadeiro sentido da
nossa vida. E, a Bíblia, que é a palavra de Deus revelada ao homem, nos diz que
fomos criados com o propósito de sermos companheiros de Deus. Por isso
o ser humano foi formado à semelhança de Deus, dotado de capacidade de
raciocinar, de sentir e de expressar emoções, e, de agir voluntariamente. Essas
características é que possibilitam ao homem estabelecer uma relação pessoal com
o seu criador.
Somos dotados
de natureza moral e livre arbítrio - cada homem está sujeito, a todo momento, a diversos conjuntos de
leis (da Fisica, da Química, da Biologia, etc), ditas determinísticas, ou de
causa e efeito; mas há também uma lei apenas, à qual pode desobedecer
livremente; ou seja, o homem não pode desobedecer às leis que compartilha com
outras coisas, mas à lei que é peculiar à sua natureza humana, à lei que não
compartilha nem com os animais, nem com os vegetais, nem com os seres
inorgânicos, a essa Lei pode desobedecer, se assim o quiser. Essa lei opera
com base na persuasão, e, é chamada Lei Moral, ou Regra do Certo e do Errado,
ou Lei Natural, porque se pensava que todos a conheciam por natureza e não
precisava aprendê-la (C.S. Lewis).
Pelo livre
arbítrio, um dia o homem resolveu viver fora deste propósito, longe de Deus. Influenciado por uma
idéia diabólica, o coração humano se encheu de uma vaidade egoísta – o desejo
de reinar sobre a sua própria existência, rejeitando, assim, o senhorio divino
sobre a sua vida. Essa rebeldia contra o Criador é o pecado que desgraçou a
raça humana. O pecado separou o homem de Deus,o que a Biblia chama de morte
espiritual, ensejando, na sequência, a
morte física; e, fez com que ele perdesse a razão de existir.
O Plano de
resgate (da Salvação) tem como ponto focal a vida, e a obra de JESUS - Jesus que é Deus eterno, por
amor a nós, tornou-se homem; sua vida foi perfeita e irrepreensível; sua obra
foi tremenda e grandiosa; morreu pelos nossos pecados; ressuscitou; foi
exaltado à direita de Deus; e, voltará para reinar conosco pela eternidade.
A essência dos Evangelhos é anunciar a vinda do Nosso Senhor Jesus Cristo
como uma dádiva de Deus, um presente
que nos foi dado, e desde então tudo que
Ele conquistou na Terra é direito nosso, é nossa herança.
O desdobramento
do propósito de Deus - Ele nos criou e salvou visando
um fim, uma meta ou propósito, que é: DEUS será Pai de muitos filhos; JESUS
será o primogênito entre muitos irmãos; NÓS seremos filhos de Deus e irmãos de
Jesus Cristo, segundo a Sua semelhança.O propósito final de Deus não se resume,
assim, em ser salvador, ou criador, mas destaca Sua paternidade. Esta
semelhança só é possível por uma metanóia
(mudança radical de vida) em que o nosso espírito é conformado à semelhança de
Jesus Cristo, passando a viver em intimidade com o Espírito Santo. Esta metanóia tem como marco o sopro sobrenatural do Espírito Santo, gerando
a Nova Vida, assim como, no princípio,
Deus soprou o alento de vida no
Homem. O poder para cumprir o propósito eterno de Deus é então a Nova Vida
gerada por Cristo em cada um que é salvo - “Já
não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim” (Apostolo Paulo). Aqui o
mistério da Trindade divina, a ser vivenciado pela fé, e que ultrapassa as
limitações do nosso juízo racional: só se pode conhecer Deus, que é espírito,
desta forma, pela mediação de Jesus
Cristo; e, o conhecimento de Jesus
Cristo como Deus, só pode ser revelado pelo Espírito Santo, que em nós passa a
habitar.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
AMIGOS,REDES SOCIAIS, E BLOGS, FONTES RENOVÁVEIS DE ALEGRIA
“ Antes das honras e das conquistas o amigo está
conosco.O amigo sabe quem a gente é. O amigo sabe o nível das batalhas que nós
temos... O amigo está lá quando a dor é violenta... O amigo fica junto e
permanece ... “ Assim nos relembra a sempre inspirada cantora cristã, Ludmila Ferber, em sua canção “O poder de uma
aliança”. A esta referencia, acrescentamos: o amigo é o irmão cujos laços se
formam por escolha mútua, de corações fraternos. Transcende ao conhecimento e
ao mero companheirismo circunstancial, mais ou menos impessoal, tão comum, e
que se impõe por força da convivência quotidiana. Alguém já definiu amizade “como um relacionamento humano que envolve
o conhecimento mútuo e a afeição, além de lealdade. Estão envolvidas: a tendência de desejar o melhor
para o outro, simpatia e empatia, e honestidade. Faz parte da amizade não
exacerbar os defeitos do outro e dividir os bons e maus momentos. Os amigos
evitam ser sufocantes ao outro para que haja respeito nos direitos deste. Carl Rogers diz que a amizade "é a aceitação de cada
um como realmente ele é". A
amizade genuína requer tempo, esforço e trabalho para ser mantida”.
UMA CURTA HISTÓRIA:
Leon Tolstoi, o grande escritor e crítico social russo do século 19, foi
abordado por um mendigo que lhe pediu algumas moedas. Com lágrimas nos olhos,
Tolstoi respondeu: “Meu irmão, dói-me
profundamente dizer que nada tenho para lhe dar”. O pobre homem respondeu
sem hesitar: “Mas você já me deu mais do
que qualquer outra pessoa: você já me deu mais do que qualquer outra pessoa:
você me chamou de “seu irmão”.
FÁBULA do urso e dos
viajantes – “Dois viajantes encontraram um urso na estrada. O primeiro subiu
numa árvore e se escondeu. O outro, apavorado, resolveu se jogar no chão e se
fingir de morto. O animal chegou perto, cheirou as orelhas dele e foi embora.
(Dizem que um urso não mexe com está morto). O que estava na árvore desceu e
perguntou ao companheiro o que é que o urso tinha cochichado. – Ele me disse
para não viajar mais com quem abandona os amigos na hora do perigo. É na dificuldade que se prova a amizade.”
(Esopo)
O QUE DIZ A
CIÊNCIA: “Quando o assunto é o
coração humano, dizem os cientistas, existem pelo menos três grandes sistemas
cerebrais independentes, mas correlacionados, cada um deles nos estimulando a
seu modo. Para desvendar os mistérios do amor, a neurociência faz uma distinção
entre as redes neurais referentes a apego, cuidados e sexo. Cada uma delas é
abastecida por um conjunto diferente de substâncias químicas cerebrais e
hormônios, e cada qual percorre um circuito neuronal diferente. Cada qual
acrescenta um tempero químico próprio às muitas variedades do amor. O apego
determina quem procuramos em busca de socorro; são as pessoas de quem mais
sentimos falta quando ausentes. O cuidado nos dá o impulso de cuidar das
pessoas com as quais mais nos preocupamos. Quando há apego, há união: quando
cuidamos de alguém, estamos suprindo suas necessidades” (GOLEMAN).
O
PAPEL DAS REDES SOCIAIS: Normalmente
o meio em que se desenvolve uma amizade, implica em convivência, ainda que por
um pouco de tempo. Mais recentemente, tem-se estabelecido e/ou fortalecidas, também
amizades a distância, suportadas, desde a correspondência, até os skypes e afins, na atualidade. Neste
contexto, ressalta-se o papel das redes
sociais, enquanto “estrutura
social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários
tipos de relações, que partilham valores e objetivos comuns”, como um veículo particularmente oportuno e atual
de fomento da amizade. A assim chamada amizade por correspondência, e sua
versão século XXI, a amizade virtual, são então, relacionamentos
entre pessoas que se comunicam mesmo à distância, e desenvolvem entre si, sentimentos idênticos ao de uma amizade tradicional,
sem de fato terem se conhecido pessoalmente; ou quando muito, se encontraram
raramente. Jóia
da tecnologia contemporânea, a internet e suas aplicações afins, nos
proporcionam doravante uma alternativa para ampliar e consolidar vínculos de
amizade com o conforto cada vez mais buscado na sociedade moderna. Neste
contexto destacamos os blogs, como uma
nova possibilidade de conhecer e, de fazer-se mais conhecido, de ampliar
horizontes através do universo dos sites, a começar pelos pessoais, de amigos,
até os institucionais mais variados. O blog é assim utilizado como um diário
eletrônico, ensejando registro de lições de vida, de momentos alegres ou
graves, e, evetualmente, de compartilhamento de percepções e trocas do saber
assimilado, com o gostinho das contribuições personalizadas dos amigos. Neste
ínterim, são tantos insights oportunos, e a visão compartilhada de tantas
nuances do saber e do viver, que ocorre-nos a tentação de ficar-se adicto destas
fontes.
BLOGS DOS AMIGOS: Com apoio então das redes sociais e
dos blogs, doravante já posso recuperar os contatos e reforçar os laços de
amizade - antigos amigos de infância, e da juventude, da vizinhança e do
Colégio, da Faculdade, do trabalho e da Igreja - atualmente distantes
geograficamente, sendo estes, certamente um dos maiores patrimônios da terceira
idade, a saber, a possibilidade de ter-se uma extensa rede de amigos. Por
oportuno, e a título de ilustração registro os seguintes sites de amigos que já
constam em minha lista de favoritos:
http://depaulaohistoriador.blogspot.com.br/
de Nelson de Paula, historiador por formação, e cantor sacro;
http://logos-ergon-trope.blogspot.com.br/, do
Prof Roberto Avillez ,engenheiro por formação, cientista por ocupação, e poeta
cristão por vocação;
http://marluzis.blogspot.com/ de Marluci colega de trabalho, ao tempo em
que estava na ativa, amante do belo, e fotógrafa especializada em flashs da
alegria de viver; http://www.falecomoheadhunter.blogspot.com.br/ de Aristides
Girardi , exemplo de perseverança e profissionalismo ético, em dia com as atualidades
no mercado de trabalho;
http://carlosorlandijr.blogspot.com.br/
meditações do meu pastor Carlos Orlandi Jr, e http://www.decoracaoacoracao.com.br/
mensagens inspiradas sob coordenação dos irmãos Nanny e Winston;
http://cslewis.com.br/cursos/ da amiga
e professora, com especialização na obra de C.S.Lewis, Dra. Gabrielle
Gregersen;
E
muitos outros sites afins, inclusive
institucionais; quanta riqueza compartilhada! Por tudo isto particularmente,
me considero um privilegiado, não obstante ainda permanecer no estágio de
aprendiz de blogueiro.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
+ QUE ORAR PARA VIVER é VIVER PARA ORAR +
A Biblia nos diz que fomos criados com o propósito de sermos companheiros de Deus. Ora, em qualquer relação de companheirismo, uma das condições básicas é a capacidade de podermos falar livremente, uns com os outros. No relacionamento com Deus, isto ocorre sobretudo na forma de oração. Segundo o dicionário popular, “Oração é um ato religioso que visa ativar uma ligação, uma conversa, um pedido, um agradecimento, uma manifestação de reconhecimento ou ainda um ato de louvor diante de Deus. A oração (na crença cristã), é a comunicação e o fruto consciente do relacionamento com um Deus (que além de transcendente é também pessoal), e, durante o qual, a pessoa louva, agradece, intercede pela vida de outro, pede bênçãos para ele ou para outrem, e através desta comunicação pode desfrutar da presença de Deus . O propósito da oração seria então, o de obter para si mesmo e/ou para os outros, bênçãos e graças que Deus já estaria disposto a conceder, mas que deveriam ser solicitadas para serem obtidas.”
Assim no
relacionamento com Deus, a oração deveria traduzir esta liberdade e alegria de
comunicação, que caracteriza uma relação de amizade, e, que nos enseja
vivenciar, então, todas as esferas da oração, ou mais mentalmente pensando em
Deus, ou mais emocionalmente amando a
Deus.
Comumente,
nós cristãos, temos concentrado nossas orações em pedidos dirigidos a Deus - por mediação de Jesus Cristo - no
sentido de nos conceder a graça de viver bem, em paz, gozando de saúde, e
desfrutando dos prazeres de uma vida saudável.
Destacamos aqui
entretanto uma outra faculdade da oração, que é o privilégio de orar para que Deus faça a Sua vontade. Sua
importância é acentuada se considerarmos que, assim, Deus aguarda que peçamos
aquilo que Ele já deseja fazer:”Também vos digo que, se dois de vós concordarem na
terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai,
que está nos Céus.Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí
estou eu no meio deles”. Comentando o
assunto, Watchman Nee, destaca: “Podemos
afirmar que esse é o seu princípio da ação. Desde a criação, Seu grande plano é
agir em cooperação com o homem. Assim
se define este serviço da oração: É Deus dizendo o que Ele deseja fazer, de
modo que dois ou mais possam orar, expressando a vontade dEle. Tal oração não é
pedir que Deus faça o que nós queremos, mas pedir-lhe que faça o que Ele já
deseja fazer. Uma das condições para que
isso seja feito é harmonia (se dois de vós..., não é oração individual); eles
precisam concordar, ou seja, precisam estar em harmonia, em plena unidade, como
uma sinfonia executada por instrumentos musicais. E, outra condição é que essa
harmonia não é um concordância momentânea a respeito de um determinado pedido, mas,
antes, precisa que as duas pessoas estejam sob o domínio do
Espírito Santo. Isso quer dizer que sou levado por Deus a um ponto em que
nego todos os meus desejos e quero somente o que o Senhor quer; uma outra
pessoa, da mesma forma; e, eu e ela, ambos somos levados a um ponto em que há
harmonia tal como a que existe na música.”
Certamente
que a perspectiva de compartilhar de uma amizade tão ímpar é fonte de anseio
por comunhão (ensejando ainda confiança
e paz, quanto ao atendimento de nossas
necessidades); e, a possibilidade de ser habilitado para cooperar na consecução
da vontade de Deus, é também fonte verdadeira de significado e transcedência,
que, juntamente com a comunhão são os três anseios básicos de todo homem.
terça-feira, 1 de maio de 2012
O HOMEM, QUEM ELE É? - 2
Na 1ª parte publiquei alguns modelos que ajudam a compreender quem somos; como tal, são antes, tentativas de representação de uma realidade complexa, passíveis portanto de aperfeiçoamentos, ou mesmo substituição por novos modelos que venham a se mostrar mais úteis neste propósito. Nesta oportunidade, desejo registrar minhas crenças afins, naturalmente objeto de fé.
SOMOS CRIAÇÃO
DE DEUS: Segundo a Biblia, Deus uniu o espírito,
semelhante a Ele, com coisas materiais (“pó da terra”), criando algo novo, o
ser humano. Não sabemos que tipo de criaturas Deus pode ter criado nos recantos
longínquos deste universo, ou se criou outros mundos, em outras dimensões que,
para nós, podem ser inimagináveis. E o homem passou a ser alma vivente; alma em grego é psyché,
psique, isto é, a nossa parte psicológica. O homem tem, assim, duas partes
principais: a material e a imaterial. Quanto à constituição da parte imaterial
tem-se duas interpretações possíveis: alma/espírito como uma só coisa, e alma e
espírito como duas dimensões distintas, sendo o espírito a esfera da comunhão
com Deus. Neste contexto, o corpo, que é a nossa parte material, através dos
sentidos, recebe “impressões”, isto é, informações que vêm do mundo físico e
são levadas para a alma. E, na contramão, o corpo influencia o mundo ao nosso
redor por meio de nossas “expressões”. Este homem, assim criado, gozava da
comunhão com Deus, seu Criador. Não obstante ele quebrou esta comunhão,
situação que a Biblia chama de “pecado original”, e, que ensejou a condição do
homem estar doravante, separado de Deus; posteriormente esta comunhão foi restaurada
através de Jesus Cristo, que é Deus. Carnal,
isto é, estar na carne, se refere a
este estado do homem separado de Deus, vivendo unicamente por conta própria. O projeto
original era, assim, da alma em comunhão com Deus, regendo o corpo, através da
vontade, do intelecto e das emoções. Um termo afim, coração diz respeito à personalidade, caráter, ou vida interior do
homem.
DEUS DOTOU-NOS
DE DUAS CAPACIDADES/HABILIDADES: “Capacidade
de percepção, ou entendimento, para discernir, ver e julgar; e, Capacidade de inclinação, na direção do que vê ou avalia; tanto
pode ser de inclinação para aceitar, quanto para rejeitar o que viu. A palavra
“afeição” refere-se à maneira em que algo nos afeta. E isto pode proceder de
duas fontes: Deus, ou “nossa carne”. Na verdade, a apreciação ou inclinação da
alma em direção a alguma coisa, caso seja intensa e vigorosa, é o que chamamos
de afetos de amor, e o mesmo grau de rejeição e desaprovação é o que chamamos
de afetos de ódio. São os afetos que motivam – dão sabor e colorido – aos atos
humanos. A natureza humana é preguiçosa, a não ser que seja influenciada por afetos
como amor, ódio, desejo, esperança e medo. Essas emoções são como fontes que
nos colocam em movimento em todos os aspectos e ocupações da vida. Se fossem
retirados, o mundo acabaria imóvel e morto. Os afetos motivarão a alma a buscar
e a se apegar ao que vê, ou a afastar a alma e se opor o que viu. Amor, desejo,
esperança, alegria, gratidão satisfação motivam a alma. Ódio, medo, raiva e
sofrimento a se afastar. Alguns afetos são a mistura de duas reações”. (Jonathan Edwards).
NOSSA NATUREZA
MORAL E O LIVRE ARBÍTRIO (de “Cristianismo
Simples”, C.S. Lewis) O que distingue,
essencialmente, o homem dos demais animais é a sua dimensão moral. No mundo, tudo
se acha sob o domínio das Leis Físicas, e, exclusivamente o ser humano está
sujeito ainda a uma outra Lei, a Moral, ou
Lei da natureza Humana, ou Regra do Certo e do Errado, mas, com uma grande
diferença: um corpo material não pode escolher se obedece ou não à lei da
gravidade, ao passo que o homem pode escolher se obedece, ou não, à lei da
natureza Humana. A Lei Moral opera apenas na área do livre-arbítrio, e de tudo
que decorre do livre-arbítrio. Quando se trata de seres humanos existem então, os
fatos (o modo como os homens procedem na prática,) e existe algo mais, (o modo
como poderiam proceder). É a Lei da inteligência, da liberdade, da escolha
responsável. Opera com base na persuasão, e não na correção. Ela não obriga
ninguém a nada, mas apresenta, à razão humana, os valores que devem ser
preferidos, e as conseqüências das opões feitas. Ela opera através de
motivações e governa por meio da razão.
Obs. Pontos de vista sobre a moral do homem: perspectiva humanista (veio na onda do Iluminismo do século
XVIII) – o homem é intrinsecamente bom, e tudo que precisa é ser ensinado; perspectiva freudiana – faz dos instintos a
base da nossa personalidade (sexo, fome, segurança e prazer são pressões que
nos moldam); perspectiva materialista – o homem é produto do seu meio, e, nasce
como uma tabula rasa, capaz de ser
totalmente moldado pela sociedade em que vive; perspectiva cristã – o homem foi
criado bom, fez uma opção equivocada, de independizar-se de Deus, tornando-se doravante, por natureza, intrinsecamente
propenso para o mal.
QUEM SOU EU ? (Poema escrito dentro da prisão, de Dietrich
BONHOEFFER, pastor, profeta
que teve a coragem de denunciar e alertar sobre o perigo nazista que a tudo
encobria; condenado à morte, suas
palavras de despedida foram: “este é o
fim, mas para mim é o começo da vida”).
Quem sou eu? Seguidamente me dizem
Que saio da minha cela
Tão sereno, alegre e firme
Qual dono de um castelo.
Quem sou eu? Seguidamente me dizem
Que da maneira como falo
Aos guardas, tão livremente,
Como amigo e com clareza
Parece que esteja mandando.
Quem sou eu? Também me dizem
Que suporto os dias do infortúnio
Impassível, sorridente e com orgulho
Como um que se acostumou a vencer.
Sou mesmo o que os outros dizem de mim?
Ou apenas sou o que sei de mim mesmo?
Inquieto, saudoso, doente,
Como um passarinho na gaiola,
Sempre lutando por ar, como se me sufocassem,
Faminto de cores, de flores, às vezes de pássaros.
Sedento por palavras boas, por proximidade humana,
Tremendo de ira a respeito da arbitrariedade e ofensa mesquinha.
Nervoso na espera de grandes coisas,
Em angústia impotente pela sorte de amigos distantes,
Cansado e vazio até para orar, para pensar, para produzir,
Desanimado e pronto para me despedir de tudo?
Quem sou eu? Este ou aquele?
Sou hoje este e amanhã um outro?
Sou porventura tudo ao mesmo tempo?
Perante os homens um hipócrita?
E um covarde, miserável diante de mim mesmo?
Ou será que aquilo que ainda em mim perdura,
Seja como um exército em derradeira fuga,
À vista da vitória já ganha?
Quem sou eu?
À própria pergunta nesta solidão,
De mim parece pretender zombar.
Quem quer que sempre eu seja,
Tu me conheces, oh, meu Deus,
Sou TEU.
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